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Contos - Enviado dia 17 de Julho de 2014

Zumbi: Origem e Extinção


1

A bola ensandecida despencava com grande velocidade, fruto de restos da explosão do planeta Notpirk, há vários séculos. 

O pequeno meteorito atingiu o lago que fica no centro da cidade de Palmas-TO. Não se trata de um legítimo lago, mas de águas represadas que ganharam esta melhor denominação, sendo utilizado por algumas pessoas para pesca clandestina.

Ao acertar a água o objeto expeliu uma estranha luz esbranquiçada, desintegrando-se por completo após algumas horas. 

Apesar do grande impacto, ninguém notou o acontecido, já que era madrugada e a força ocasionada pelo choque do objeto provocou nada mais do que algumas pequenas ondas no lago.

Contudo, antes de desaparecer inteiramente da existência material, um diminuto fragmento do meteorito acabou sendo engolido por uma piranha, sendo bastante comum esta espécie de peixe carnívoro nestas águas. Frequentemente banhistas desavisados tem parte de dedos decepados pelos furiosos nadadores tenebrosos.

A piranha havia sido contaminada pelo estranho objeto vindo dos ciclópicos e inexplorados abismos do espaço sideral, território onde a matéria escura ganha corpo e molda toda a existência, conhecida ou não dos seres humanos.

Dois pescadores locais acabaram fisgando o animal contaminado. 

— Olha só o que peguei Valfredo, cinco Tucunarés e uma Piranha, ela tá bem nutrida, mas um pouco azulada demais né, mas num tá fedendo não, acho que tá boa, dá pra fazer uma mistura boa.

— Verdade sô, depois que mistura os peixes num dá nem pra perceber a diferença, fica tudo o mesmo gosto, uma gororoba só.

Embora o peixe não seja de muito agrado ao paladar dos habitantes, foi acordado pelos pescadores que seria aproveitado em um belo caldo e vendido como se fosse algo de maior valor. Um dos pescadores comercializava seus produtos na feira que ocorre todos os domingos na cidade. Era manhã quando o vendedor colocou a mistura de peixes e fez um cozido apelidado de “caldo levanta defunto”.

2

No outro lado da cidade dois policiais militares faziam a ronda diária, na verdade a "ronda" que eles faziam era estacionar o carro embaixo de uma sombra e tirar um cochilo. 

— Casemiro, hoje parece que o dia vai passar devagar né irmão? 

— Verdade Clodomiro, mas nós sempre encontramos uma forma de saímos do tédio né? 

Os policiais riram e recordaram algumas de suas aventuras. Cada qual contava mais feitos heroicos do que o outro. Ficaram assim papeando por um bom tempo. 

Cansados de não fazer nada, após algumas horas de vigília tediante, a dupla resolveu apavorar pela urbe. Ligaram o motor da viatura e saíram sem rumo definido. Viram uma bela jovem, morena, magra, corpo belo e cabelos longos, aparentava ter no máximo uns 18 anos. A garota caminha despreocupada por uma rua do centro, ouvindo músicas por um fone de ouvido plugado ao celular. Os policiais resolveram fazer uma "revista" na bela jovem. 

Passavam as mãos nas pernas da garota e alisavam partes que não deviam. Um deles disse: 

— Está carregando algo ai menina? Este seu bolso está cheio.

— Não uso nada seu guarda, sou evangélica.

— Mentira piranha! — gritou um dos policiais. — Deus não faria uma coisa como você, cheia de pecados, este seu cheiro de perfume vagabundo é uma prova disso! O policial então deu uma grande cheirada no pescoço da garota, sentindo um prazer imenso e doentio. 

O outro foi se aproximando lentamente, apertando as nádegas dela. Passavam as mãos nos seios da moça alegando que ela poderia estar escondendo drogas no local. Depois de alguns minutos abusando da mulher, eles notaram que um grupo de pessoas se aproximava. Liberaram a jovem. A garota saiu chorando enquanto os machões da lei, sorrindo, foram em busca de novas vítimas.

Os policiais viram um homem bêbado andando mais a frente, segurando uma garrafa de pinga. Pararam o carro e desceram com as armas na mão, mandando o embriagado deitar-se. O pobre coitado obedeceu sem pestanejar. Os policiais pegaram a garrafa e despejaram o líquido em cima do bêbado, depois deram vários chutes e mandaram que ele fosse embora e se o vissem de novo por ali iam dar um tiro no seu traseiro. Alegremente os homens da lei resolveram fazer umas averiguações na feira do bosque.

3

A fama dos brutamontes já era conhecida dos barraqueiros. O pescador, que vendia caldos na feira, percebeu ao longe que os agentes da lei aproximam-se. Quando estavam bem próximos ele fez um aceno com a mão, dizendo: 

— E aí autoridades, escolham alguma coisa pra comer, por conta da casa. Hoje o caldinho tá uma delícia. Vejam, nosso próprio prefeito está tomando uma peixada piranha.

Era verdade, o prefeito de Palmas estava sentado em uma mesa saboreando a iguaria. Era homem de duvidoso caráter, mas sabia ser popular como poucos. Mesmo sendo milionário, era comum ver sua presença em feiras livres comendo rapadura, caldo de piranhas e outras delícias regionais. 

Quando retornava para sua mansão, o prefeito tomava um banho demorado na banheira e mandava os empregados queimarem a roupa usada para abraçar a população humilde, seu nome era Shakiro.

Um dos policiais fez uma referência ao prefeito, sorriu para o vendedor e disse que queria comer o “levanta defunto”, mesmo prato que Shakiro estava comendo, sem saber que estava temperado com matérias vindas de territórios desconhecidos. 

O policial, talvez querendo impressionar o prefeito, bebeu uma dose cavalar do caldo, enquanto o outro agente pediu um de feijão. O barraqueiro até ficou impressionado, a mistura do caldo com peixes diversos e a piranha de aspecto estranho só tinha dado para o político e o policial, dá próxima vez ele tentaria pescar mais piranhas, pensou que o sabor especial do bicho havia ocasionado àquela fome desenfreada em Shakiro e no brutamontes. Os agentes do governo terminaram e retornaram para a viatura.

Empanturrados, desceram o banco do carro e novamente foram descansar. Passado alguns minutos decidiram "patrulhar" novamente. O que tinha comido o caldo contaminado de repente começou a sentir enjoos e dor de barriga. Tentou soltar um peido silencioso, mas acabou saindo um estridente foguete fétido, o barulho foi tão grande que seria capaz de fazer o Superman perder a cueca em pleno voo. 

— Que fedor infernal — disse o parceiro do peidorreiro. 

— Meu pai tinha um ditado: “um peido nada mais é do que sinal de que algo ruim vem por aí, disse o porcalhão”.

— Meu amigo, pior do que este fedor só a própria morte. — respondeu.

Os dois riram bastante, dormiram, roncaram e peidaram por um longo tempo dentro do carro de patrulha.

Era noite. Os policiais retornavam ao quartel para a entrega do plantão. O que tinha comido o caldo contaminado estava muito mal, pálido e se contorcendo de dor. De repente, ele deu gritou como uma gata no cio, perdendo os sentidos em seguida. O companheiro parou o carro e viu que ele estava sem sinais vitais. Começou a dirigir para o hospital mais próximo, pedindo socorro pelo rádio do carro também. Quando estavam já próximos do hospital o defunto levantou-se gritando "cérebro, cérebro", o morto vivo atacou seu parceiro, devorando-lhe parte do rosto. 

O zumbi saiu andando pela cidade. Ele visualizou luzes piscando freneticamente e foi em sua direção. Na frente do estabelecimento havia vários homens musculosos rebolando. Era uma boate gay. Os homens viram o zumbi vindo tropegamente e um deles falou: 

— Finalmente o stripper chegou. O Zumbi agarrou um dos bombados e mordeu seu pescoço. O sangue espirrou e em poucos minutos o pânico se fez presente, todos saíram em desabalada carreira.

Do outro lado da cidade, Shakiro, o prefeito, estava sentindo cólicas estomacais medonhas, soltando quilos de pútridas fezes no banheiro. A esposa percebeu que a situação era grave e mandou preparar um jato particular, que o levaria para Goiânia-GO, coisa que frequentemente faziam quando queriam um atendimento médico de melhor qualidade.

Logo a epidemia zumbi atingiu vários pontos de Palmas, pessoas gritavam e corriam pelas ruas, alguns tentavam tirar fotos com os zumbis e logo a notícia viralizou mundo afora. 

Em Brasília, assustados com a situação, os dirigentes do país pediram ajuda internacional. 

Em uma breve videoconferência os chefes de poder das maiores potências concordaram em enviar ajuda ao Brasil, visando conter a epidemia o mais rápido possível, já bastava o Zica vírus para se preocuparem.

Logo uma bomba atômica atingiu Palmas e a cidade foi destruída, assim como os zumbis, pelo menos por enquanto, já que Shakiro, o prefeito, na mesma hora em que Palmas era dizimada da existência, pousava com seu jatinho particular em Goiânia, aquilo era o inicio do fim da humanidade.




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