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Contos - Enviado dia 16 de Agosto de 2014

Maria Clementina (História Real)


- Repito, é impossível! 

Com essas palavras, a Irmã Maria Clementina Anuarite aceita a morte a faltar com seu compromisso assumido no voto de castidasde.

Nascida na República Democrática do Congo, na África, é vítima da guerra provocada pelos soldados da tribo Simba. Assassinada em dezembro de 1964, é símbolo da dignidade da mulher. Em 1985, o Papa João Paulo II a declarou Beata da Igreja Católica.

Anoitece no dia 1 de dezembro de 1964 na República Democrática do Congo.

- Hoje quero dormir contigo. - diz o coronel Pierre Olombe à Irmã Maria Clementina, da Congregação da Sagrada Família, de 25 anos.

- Não, nunca! - responde a religiosa. - Prefiro morrer a fazer o queme pedes. Não posso ser tua mulher.

- Entra no carro.

- Nunca.

O oficial insiste:

- Quero dormir contigo!

- Desista! Antes quero morrer que cometer esse pecado!

O  coronel Olombe sente-se humilhado com a rejeição da jovem religiosa, enfurece-se. Começa a bater em Maria Clementina, dando-lhe socos e pontapés e golpeando-a com a culatra da espingarda.

Muito ferida, a Irmã ainda tem tempo de dizer ao agressor:

- Que Deus te perdoe, pois não sabes o que fazes.

O oficial,todavia, ordena aos soldados de seu exército que a matem. Com vários golpes, eles trespassam o coração da jovem freira. Por fim, o próprio coronel dispara o tiro de misericórdia...

Anuarite Nengapeta nasceu em 29 de dezembro de 1939. É a quarta das seis filhas do casal Amisi Batobobo e Isue Julienne, da tribo Watsu. Os paIs a  chamam de Nengapeta, que significa Pomba Ágil, e também de Auarite, que significa Aquela que se Ri da Guerra. Seu pai tem um temperamento irascível e duro, que se adequou à carreira militar que seguiu. A mãe tem um caráter doce e tolerante. Anuarite perdoa ao pai quando ele abandona a família e vai viver com outra mulher. Ela e a mãe são batizadas no mesmodia, em 1945.

A menina desde muito pequena gostava de ir à missão católica da povoação de Gamba. Frequenta o ensino fundamental na escola dirigida pelas Religiosas do Menino Jesus. Aos domingos, prestava pequenos serviços na missão, como fazer compras, limpeza da casa, ajuda na cozinha. Mas nunca aceitou qualquer pagamento pelo seu trabalho.

Ao terminar o ensino primário, decide ser freira. Em1959 fez os votos na Congregação da Sagrada Família, tomando o nome de Irmã Maria Clementina.

Assume os cargos de diretora do colégio interno parameninas e de professora. Demonstra ser muito generosa, altruístra e também muito ativa. Interessa-se pelos problemas das alunas e ajuda as mais pobres. É como uma verdadeira mãe para elas. Se alguma adoecia, Maria Clementina passava a noite ao seu lado.

O Congo naquela época era governado pelos brancos, pois era colõnia da Bélgica. Em 1960 começou uma grande revolta contra o domínio europeu, liderada pelos guerrilheiros Simba. Eles operam violentos massacres para eliminar tanto o eurpeus como os seus amigos e colaboradores negros. Os religiosos e missionários começaram a ser perseguidos.

No dia 29 de novembro de 1964, os guerilheiros invadem o convento da Irmã Maria Clementina. Vários homens armados com fuzis descem de um caminhão, e aos gritos, ordenam às 36 freiras e noviças para entrarem no veículo. Partem para Wamba. Após um longo percurso, chegam a Isiro, capital do país, no dia 1 de dezembro. Durante a viagem, as religiosas ouvem insultos e propostas grosseiras, são obrigadas a despir-se e violntamente espancadas.

Mal chegam ao destino, o coronel Olombe manda que separem Irmã Maria Clementina do grupo, pois deseja que ela se torne sua mulher. Diante de sua fidelidade a Cristo, ele a mata covardemente...

Depois de matar Maria Clementina, entra na casa onde estão as outras religiosas e grita com ar irado:

- Ide recolher o corpo da vossa companheira!

Elas saíram, recolheram o corpo de Maria Clementina e ficaram a velá-lo, entoando o Magnificat  ( Lucas 1, 46-55 ).

Em 15 de agosto de 1985, o Papa João Paulo II , durante visita à República Democrática do Congo,beatificou Irmã Maria Clementina. Reza a lenda que seu algoz, o coronel Pierre Olombe, disse então: " - Agora eu aceito o perdão que ela me concedeu antes de me morrer. Eu me arrependo..."

FIM



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Chiara

Chiara

Acredito que vivemos em meio a grandes misterios.


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