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Contos - Enviado dia 20 de Agosto de 2014

Raptada


Chovia e fazia muito frio no cemitério solitário,  no alto da colina. As cruzes sumiam entre as hastes de capim selvagem, agitadas pelo vento gelado. Anelise apeou de seu cavalo e seguiu, desafiando a tempestade, para o túmulo de sua mãe. O vento quase arrancava seu vestido negro de luto e a surrada capa de lã que ela usava para se abrigar.

O céu era como uma muralha de chumbo bordado de nuvens carregadas, que o vento arrastava... tudo era escuro e feio, exceto a radiosa beleza de Anelise, sua pele alva como leite com duas rosas nas faces, seus olhos muito azuis, tão azuis que pareciam guardar dentro de si uma primavera particular, seus cabelos vermelhos como fogo. Naquele dia sua mãe estaria fazendo aniversário, era sua única companheira nesse mundo, seu pai morrera quando ela era um bebê, sua mãe falecera alguns dias antes vitimada pela tuberculose. Anelise não poderia deixar de ir ao cemitério naquele dia, por mais ameaçador que fosse o tempo.

O vento aumentava de intensidade e desfolhava os delicados gladíolsos, as lindas rosas que ela colhera no jardim de sua casa solitária, o jardim que sua mãe cultivava e tanto amava... Anelise ajoelhou-se diante da pobre sepultura, que quase desaparecia em meio à lama. As flores frescas davam uma notava distoante de cor ao cenário melancólico. Foi então que ela ouviu um tropel de cavalo atrás de si, voltou-se e viu um garanhão negro montado por um cavaleiro encapuzado, que a ergueu como se fosse uma pluma e a carregou dali...

Anelise não sabia há quanto tempo estava acorrentada naquela masmorra sombria. Perdera a noção do tempo... ali não havia dia ou noite, era sempre aquela penumbra eterna. Sabia que fora raptada por Drago, famoso e temido vampiro da região, e agora estava presa em seu castelo... o castelo assustador, no alto de um penhaco,, o castelo de onde ninguém retornava. Mas ela, apesar de ter apenas 17 anos de idade, não se importava mais com essa vida, não tinha nada que a prendesse a esse mundo... queria adentrar logo os portais da eternidade. Somente a espera era penosa. Por que Drago não a matava de uma vez?

Como se tivesse escutado seu apelo mental, o senhor do castelo apareceu. Era alto, vestia-se de veludo negro com uma capa vermelha e era belo, sim, era muito belo... fora transformado em vampiro durante as Cruzadas, quando tinha apenas 22 anos. Anelise sentiu-se atraída por ele, quase desejava que ele a mordesse. Drago aproximou-se, abrindo os botões de seu vestido, as mãos lascivas percorrendo seu corpo adolescente... Anelise fechou os lindos olhos azuis, de veergonha e medo, e de prazer também... As mãos de Drago acariciavam seus seios de virgem, seu colo aveludado. Ele colou todo o seu corpo ao da moça, e que estranho, Anelise não sentiu apenas uma mordida, mas duas... uma em seu pescoço, outra rasgando a parte mais íntima de seu corpo, e o sangue escorrendo de ambos os ferimentos...

Mais tarde, já com os caninos afiados, um lindo vestido de veludo roxo e uma sede ardente de sangue, Anelise sorriu para o seu marido. E comprrendeu que já estava na vida eterna...

FIM



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Chiara

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