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Contos - Enviado dia 26 de Agosto de 2014

A Loura Do Cemitério


- Meus sentimentos...

- Obrigado...

- Meus pêsames... ela era adorável...

-Obrigada...

Daniel disfarçou um bocejo, não vendo a hora daquela tediosa cerimônia acabar. Era dessas coisas a que se comparece por estrita obrigação. Sem dúvida ele gostava muito de D. Clarinha, avó de Pedro, seu melhor amigo, adorava as queijadinhas que ela fazia, mas aquela lúgubre despedida estava demorando demais...

Mas agora acabara. D. Clarinha, 92 anos, fora colocada para o repouso eterno ao lado de seu marido, sob uma pilha de coroas de flores. As últimas pessoas que compareceram ao funeral se retiraram, e Daniel viu-se a sós com Daniel e seus pais.

- Quer uma carona, Dan? - ofereceu Pedro.

- Valeu Pedrão, estou de moto. respondeu Daniel, e apertou a mão do amigo. - Depois a gente se fala.

Daniel cumprimentou os pais de Pedro com um gesto e seguiu apressado pelos corredores do cemitério deserto naquele fim de tarde. Odiava cemitérios. Eram lugares deprimentes. Quando morresse, pensava, queria ser cremado e ter as cinzas espalhadas ao vento... mas esperava que isso demorasse muiito ainda... que tivesse uma vida longa... como D. Clarinha.

Ventava, o tempo esfriara um pouco e as flores secas formavam um redemoinho ao seu redor. Foi então que Daniel a viu...quase não acreditou em seus olhos. Ela estava no outro corredor, seu vestido branco e vaporoso esvoaçava ao vento. Era uma garota alta, pernas longas, porte de modelo, cabelos louros e compridos que rolavam em ondas macias ao redor de seu rosto e ocultavam suas feições. Mas Daniel tinha certeza de que era linda, muito linda...

A moça loura pressentiu sua presença e começou a se afastar, andando em direção à parte mais antiga, deserta e escura do cemitério. Daniel a seguiu, intrigado com a presença dela ali numa hora daquelas. Os saltos dos sapatos da loura misteriosa eram o único som naqueles corredores desertos e sombrios, onde somente a morte reinava. Daniel estava cada vez mais perto, queria alcançá-la... nem por um momento ela se voltou, embora estivesse ciente de sua presença e o atraísse para a parte mais desolada da necrópole.

Agora Daniel quase podia tocar seus longos e sedosos cabelos, sentia seu perfume, algo como uma lavanda bem suave, de bebê... então a tocou no ombro.

- Ei, quem é você? O que está fazendo aqui? Quer uma carona?

Ela parou, mas continuava de costas.

- Como é o seu nome? - perguntou Daniel.

- Rafaela. - ela respondeu com certa dificuldade.

Foi então que Daniel percebeu que estavam diante de um túmulo com a foto antiga de uma moça loura, e uma inscrição. Rafaela nsantos, 1953-1972. A loura voltou-se bruscamente, o suave perfume transformado num cheiro terrível de carniça, mostrando seu rosto em decomposição, verde e com parte dos osssos expostos...

Daniel de um grito e saiu correndo como um louco pelos corredores, agora completamente escuros. Em seu pavor chocou-se violentamente contra um anjo de mármore e caiu no chão, sangrando muito, sem sentidos...

A zumbi aproximou-se com passos arrastados, puxou Daniel para os fundos do cemitério... e jantou seu cérebro fresco à luz do luar.

FIM



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Chiara

Chiara

Acredito que vivemos em meio a grandes misterios.


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