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Contos - Enviado dia 9 de Setembro de 2014

CEIFADOR, O ANJO DA MORTE.


CAPÍTULO I

“Nem tudo que vem do firmamento é bom como parece e nem tudo que vem das profundezas é ruim como aparenta”.  (Léo Bargom)

O dia não chegou, as luz do sol não apareceu como todas as manhãs, mas nem tudo era noite, no céu pequenos cometas com caldas de fogo cruzam o infinito como numa agonia sem fim, a velocidade de suas passagens revelava que algo estava para acontecer. Eram Anjos celestiais armados e prontos para uma guerra sem fim.

Das profundezas, o fogo, as lavas emergiam incandescentes, o calor tomava conta de toda terra, e mesmo sem o dia, a noite não predominava, uma névoa encardida se mantinha entre o céu e a terra, como se os dois fossem se unir ou colidir causando uma explosão nuclear de grandes proporções acabando com o mundo. De dentro das crateras surgiam Anjos caídos em vigília e com olhares voltados para o firmamento, aguardando uma invasão ou ordem para voar aos céus para o combate final.

A agonia parecia não acabar e durante três dias e três noites a meia escuridão prevaleceu entre o firmamento e a terra. No fim da terceira noite tudo se acalmou, mas uma luz ainda riscava o firmamento em agonia, parecia sem direção, descontrolado vem em velocidade deixando chamas  por onde  assa caindo sobre a terra causando uma grande explosão de luz e fazendo uma cratera de grandes proporções.

O último Anjo renegado a retornar as profundezas observa a luz que risca o firmamento vindo em direção da terra, isso o intriga, por esta razão não volta às profundezas, aguarda para vê de quem se trata. O firmamento agora volta ao normal, um céu azul agora predomina a terra também retraí suas feridas, seus vulcões, suas lavas, a fumaça e o cheiro de enxofre cessam, voltando o ar ainda puro.

Entre meio a fumaça e os escombros da natureza ergue-se bem devagar um guerreiro, sua armadura reluzente reflete as luz que passa entre as copas das árvores, por enquanto sem qualquer movimento rápido, virando o rosto de  um lado para outro observando com olhar firme em sua volta. Sua assas batem voluntariamente deixando cair a poeira retida na queda.

Ainda confuso e sem saber aonde se encontrava, Azrael, o Anjo da morte, confere se sua espada estar bem firme na cintura para possíveis surpresas. O lugar, o ambiente, o cheiro das coisas não lhe eram estranho, mas ainda atordoado não sabia o que estava fazendo ali. Sua demência lhe deixava confuso e sua missão de Anjo da Lei deixava claro seu objetivo, fazer justiça com sua espada sanguinária, única sentença, a morte.

Num movimento repentino Azrael recolhe suas assas e as acomodam em sua armadura causando medo em alguns pássaros, que o observa curioso, o barulho de seus voos o chama atenção, mas ao observar que são pequenas presas apenas, as olham com desprezo.

Perto dali o Anjo caído Azazyel vasculha cuidadosamente a floresta. Primeiro ferreiro, criador das espadas, facas e armaduras, um guerreiro sempre pronto para uma luta desde quando foi subjulgado no firmamento após um desafio com os Anjos Gabriel e Miguel.

Cautelosamente os dois guerreiros estudam o local, cada um do seu jeito como se já previsse uma luta. Azrael que foi morador da terra antes de subir aos céus já se ambientava com a floresta tropical, mas Azazyel tinha dificuldade, pois do firmamento caiu nas profundezas e pouco sabia das florestas, pois viva confinado, aguardando um confronto final entre os Anjos do firmamento contra os das profundezas do mundo sombrio.

O dia permanece claro, mas na floresta tropical a grande quantidade de árvores escurecem alguns cantos da densa vegetação, isso proporciona uma visibilidade ainda difícil. Um grande lobo vermelho corre enquanto olha para Azrael que anda sem fazer muito alarde sobre as folhas secas na densa mata atlântica. Num instante suas assas içassem o levitando alguns centímetros do chão lhe avisando do perigo que vem de algum lugar, atento, segura com sua mão esquerda sua espada aguardando o ataque proeminente. O silêncio toma conta da floresta, mas atento Azrael não esconde sua ansiedade e aguarda o ataque.

De dentro das folhagens verdes misturadas a sombra Azazyel o observa, o reconhecendo, mas cautelosamente fica a espera de uma ação. Depois de algum tempo Azazyel surge das folhagens e se dirige ao Azrael;

- O vi cair dos céus, então vim aqui conferir quem era, mas não esperava você, pois ainda aguardo Rafael, Gabriel e Miguel, tenho contas para acertar com eles, fui subjulgado, obrigado a aceitar uma punição só por que questionei e foi entendido como desafio, mesmo no firmamento se têm direito a questionar e isso não quer dizer que seja um desafio. – Diz o Anjo sem conter sua mágoa.

Enquanto Azazyel tenta explicar sua versão da história, Azrael permanece parado e calado, apenas segura sua espada o qual a lâmina reflete algum brilho de feixes de luzes que entram entre as copas das grandes árvores da mata Atlântida. Aos poucos se mexe refazendo sua postura, como se estivesse preparando-se para um ataque o defesa.

Numa defensiva Azazyel também sem matem atento com suas asas erguidas, só aguardando algum ataque de Azrael. Num olhar preciso Azazyel observa que Azrael não parece muito bem, primeiro não o reconhece, depois parece perturbado como se tivesse sofrido alguma coisa após sua queda dos céus. Noutra tentativa volta a questioná-lo.

- Não tenho nada contra você, minha luta será contra aqueles que me expulsaram do firmamento, você não consta nesta minha lista, pode ir em paz, volte para os céus ou vague pela a terra, não te denunciarei aos Anjos caídos. – Diz Azazyel

com tranquilidade. 

- Engana-se Anjo Azazyel, estou de volta para fazer justiça, vagarei por esta terra, serei o Anjo da Lei, minha espada será alimentada de sangue, não pouparei ninguém, nem você, nem os traidores daqui nem do céu. – Diz Azrael com ódio em seu olhar.

- Vejo que sua ira é maior que a minha, eu tenho três inimigos, você parece ter o céu e a terra, não se faz justiça dessa forma, matarás culpados, mas inocentes podem morrer pela a tua espada cheia de ódio, nem Deus toma a justiça pela as próprias mãos, por que acha que pode decidir pela a vida e a morte de alguém. – Diz Azazyel em posição de combate.

- Não venha com esse discurso teológico, se estou aqui novamente é por que chegou o juízo final, nada me deterá, não ficará um pecador nesse mundo, cortarei com minha espada cada um e cada uma sem trégua, não se atreva a me deter, você será o primeiro. – Diz Azrael com ódio em seus olhos.

- Não foi dada a ordem do juízo e você não fará aqui nesse mundo sua carnificina, algo deve ter afetado sua mente, deve está demente, não fará justiça enquanto eu estiver aqui, nesse instante só nós dois estamos nesse mundo e quando perceberem nossa falta pode haver uma junção e antes da ordem do juízo final tudo acabará, não deixarei, sua espada será impedida pela minha. – Diz Azazyel com firmeza em sua voz.

- Logo você que vive com o Satanás quer me impedir, não acha que é tarde, não pertence mais aos céus. – Diz Azrael com ironia.

- Pois lhe digo Anjo Azrael, hoje não se sabe onde temos mais inimigos, há traidores em todos os lugares e quando menos percebemos encontramos um, seja no céu, seja no inferno. – Diz Azazyel com pesar.

- Estou vendo um agora, foi expulso do firmamento por desobediência e agora deixa as profundezas traindo seus comparsas, bom exemplo, tá querendo ser meu amigo. – Diz Azrael com sorriso mais irônico ainda.

- Engana-se Anjo Azrael, não tenho amigos em nenhum lugar, venho refletindo há muito tempo e vi que todos tem ganância, seja nas profundezas, seja no céu, todo mundo quer ser melhor que outro, e ainda muitos usam das religiões e o nome de Deus para isso, estou refletindo sobre isso e cheguei a uma conclusão, não ficarei de nenhum lado, estarei apenas do lado do meu Senhor e antes de qualquer julgamento darei direito de defesa para qualquer ser, seja da terra, do céu ou

das profundezas. – Diz Azazyel demonstrando serenidade.

- Pois, prepare-se traidor, empunhe sua espada, um de nós não sairá vivo daqui, e como só um anjo pode matar outro, hoje chegou seu dia. – Diz Azrael com bravura.

- Ainda é tempo de voltar atrás, não quero ter que ser julgado novamente por acharem que o desafiei, volte para o firmamento, ainda não chegou o juízo final, e mesmo nesse dia estarei aqui defendendo os seres desse mundo, agora abneguei o céu e o inferno e ficarei entre meio dos dois até minha morte, minha espada agora ficará a trabalho dos homens desse mundo. – Diz Azazyel com convicção.

- Lembre-se Anjo Azazyel, eu que sou a Lei, sou o Arcanjo da justiça, te darei um conselho, fuja enquanto é tempo, pois não descansarei até fazer justiça com minha espada, não pouparei ninguém, o juízo final começou agora, prepare-se e morra primeiro. – Disse Azrael antes de partir para o ataque.

Nessa hora o silêncio foi interrompido em toda floresta, animais corriam por todos os cantos enquanto pássaros ganhavam o céu em revoadas com medo da briga que começara. Com fúria Azrael cruzava sua espada a frente de Azazyel, o mesmo com firmeza no braço rebatia, evitando um corte profundo, as faíscas das espadas cintilavam em meio aquela vegetação fria quando se encontravam, a confiança da cada um era evidente, pois nenhum dos dois pareciam querer perder aquela luta, cada investida era rebatida e ninguém baixava a guarda, o local parecia tão devastado que aparentava uma imagem de uma guerra de mil homens.

A luta já durava algum tempo, nenhum dos dois parecia cansado, nem tão pouco com presa de terminar aquele confronto. Nada os incomodava naquela floresta tropical. Isso era um terrível engano, uma jovem que perambulava desgostosa da vida apareceu e os flagrou, foi chamada atenção pelos barulhos da luta e as faíscas cintilantes das espadas que aparecia nas sombras da floresta. Após um tempo observando sem acreditar no que estava vendo a jovem aguardava o termino da luta, não dava para acreditar, dois anjos em um luta terminal, em sua imaginação os anjos eram bons e não guerreiros. Isso a incomodava e foi com esse intuito que a jovem chamou suas atenções aparecendo próximo dos dois, quase sendo ferida pela espada cortante de Azrael. Em um gesto rápido Azazyel a pegou pela mão e a retira do perigo. Azrael com seu tom satírico foi logo falando:

- Agora entendo sua traição, nem o céu, nem o inferno, logo percebi, agora vive com uma mortal, eis a razão de seu discurso filosófico, isso só me dará mais gosto em te matar anjo traidor. – Diz Azrael com ódio nos olhos.

- Você é como todo mundo julga sem saber o que realmente acontece assim se torna fácil, desse jeito não sobrará um ser vivo nesse mundo, a que Senhor você serve, por que o que eu sirvo quer justiça e é isso que vou fazer. – Diz Azazyel

com ardor.

- Pois segure sua espada com firmeza, por que a minha vai te cortar ao meio, primeiro vou cortar tuas asas, anjo traidor, elas não te servem mais, você agora é mundano, está em local neutro, sua morte não será sentida por ninguém, ser renegado. – Diz Azrael provocando Azazyel.

Azazyel vendo que a jovem corre perigo prefere fugir daquela luta para lhe salvar e num movimento rápido ganha o céu com suas asas batendo rápidas enquanto segura a moça pelo braço, Azrael tenta persegui-lo, mas sua dormência o deixa lento, quase sem reação. Esta luta ainda não terminou e o terror nesse mundo agora é real, um anjo dormente não sabe diferenciar o certo do errado, apesar de ser um anjo da lei, agora vai causar morte nessa terra de ninguém, como o Ceifador.  Não durma, não fique desatento, a morte te procura.   



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LÉO BARGOM

LÉO BARGOM

Léo Bargom Leonires Barbosa Gomes nasceu em Iguaracy-PE, a 5 de fevereiro de 1961. Antes de completar 10 anos de idade, os seus pais levaram-no para Brasília onde permanece até hoje. Cresceu por entre livros, gibis e outros tipos de lei


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