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Contos - Enviado dia 18 de Maio de 2016

Três, das Infinitas Realidades...

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     Costumam me perguntar o que vem a ser a realidade. Aqui, mais uma vez, nos confrontamos com aquele problema da linguagem, vez que as palavras humanas limitam certos conceitos, e os próprios seres humanos atribuem às palavras propriedades que elas não possuem. Uma coisa sempre deve  ser lembrada...  A linguagem é limitante. Assim como todas as coisas humanas o são. Palavras são lineares e tridimensionais e nada podem traduzir de conceitos além das dimensões conhecidas por elas mesmas, enquanto palavras humanas.


    Mas, vamos tentar demonstrar a nível humano, um pouco do que eles podem experimentar enquanto “realidade”.  A saber, o ser humano atual experimenta 3 tipos de realidades, embora todas sejam, na verdade uma só. Mas aqui, só para se adequar aos conceitos humanos limitantes, e para um certo didatismo da explicação, vamos recorrer a certas expressões:    A primeira coisa a se saber é que o ser humano é uma consciência. Esqueçam corpo. Esqueçam braços e as pernas. Esqueçam o espaço e o tempo. Você não está a milhares de quilômetros da lua, como pode parecer. Então, como consciência, você “vive” experiências mentais – mentais aqui não enquanto mente-cérebro, mas enquanto conceito subjetivo, tal qual Entidade Senciente – veja como a linguagem é limitante...


    Como ser senciente, atrelado ao que chama de planeta terra, vocês perceberão três realidades distintas, mas ainda assim, complementares. A primeira de todas é a construção coletiva inconsciente da “realidade”. Ou seja, o seu próprio dia a dia acordado. Construção coletiva porque fazem isso em massa. E inconsciente, porque sequer percebem isso, pelo menos, a maioria. A sua sociedade, os seus afazeres, as suas relações enquanto desperto é "criada" por Você e os demais habitantes do planeta, incluindo ai animais e vegetais, e mesmo as rochas e minerais. Todos constroem em uníssono toda a sua realidade cotidiana. De seu dia normal, passando por guerras, mudanças históricas, sol, chuva e até a noção de espaço universal como você crê que ele seja, como os confins do universo, lá, na última estrela. Coletivamente, tecem esse filme, num acordo inconsciente de forjarem o seu próprio mundo. Por isso é tão difícil aqui você atravessar uma parede, já que todas as consciências do mundo "decidiram" que “aqui” isso seria impossível de se dar, dado as prioridades do momento a que chamam presente.


    A segunda construção da realidade é aquela que vocês chamariam de construção subjetiva inconsciente, ou seja, o mundo dos sonhos. Inconsciente, porque na maior parte do tempo, vocês não se lembram dos acontecimentos, senão em fragmentos sem sentidos. O mundo do sonho é tão real quanto este, em que você acha que está desperto. Mas lá é você, enquanto indivíduo, que constrói a realidade. Ela então passa a ser subjetiva. Toda sua. Mas é inconsciente pelo simples fato de seu “cérebro” tridimensional não poder dar conta de duas realidades ao mesmo tempo. Isso o deixaria completamente desorientado, e ao acordar você perderia certas noções de que precisa para se focar em ser o que você é aqui. Você precisa dele focado, para cumprir a missão que deve fazer depois do despertar. Se assim não fosse, as ciências humanas da atualidade o mandariam para o hospício mais próximo, acabando de vez com todas as suas chances de progredir enquanto acordado.  É no sonho que você processa a informação adquirida enquanto desperto. Vamos dizer assim: “ o eu do sonho é mais verdadeiro do que o eu desperto. É o eu do sonho que tem o poder de guardar na "alma" aquilo que o cérebro físico aprendeu enquanto acordado. Ele é o arquivista. Mas tudo lhe parece um tanto simbólico no sonho, não é verdade? Porque você é o operário!  O Ser senciente trabalha com símbolos subjetivos fora do tempo e do espaço. Você acordado trabalha com simbolos objetivos, presos ao tempo e ao espaço... como as letras num texto, por exemplo, ou a sua lógica matemática. Lembra quando eu disse que a linguagem humana atrapalha?  Veja bem, a palavra cadeira pode significar, quando muito, três ou quatro coisas diferentes, dependendo do idioma... Mas, ao sonhar com uma cadeira, o simbolismo que ela carrega pode transcender milhares de possibilidades, que só a alma pode traduzir.  


    A terceira construção de sua realidade, e tão importante e “concreta” quanto as outras duas, é o que você pode chamar de “construção subjetiva consciente coletiva”. Aqui, ainda é o que chamam de sonho, mas agora, com você consciente de estar sonhando e ainda com a possível e quase certa ajuda de uma outra pessoa, viva ou morta de acordo com as suas expressões, a tecer o enredo da aventura. Você se percebe sonhando.  Digamos que é o cérebro ensaiando a sua próxima “evolução”, quando a humanidade conseguir visualizar e viver em mais de uma realidade. Não é uma pane do cérebro, mas apenas um ensaio, um processo onde a espécie passa a se acostumar com outras sensações e percepções.  Neste “sonho” você vai poder voar, atravessar paredes, criar cidades esplendorosas e situações diversas.  Um vislumbre de que você cria a sua própria realidade, um treino, para épocas vindouras, e um lembrete, também. 


 


    Qual dessas três realidades é a real? Veja como as palavras são estranhas...  O que vem a ser agora o "real"?


 


    Não há uma menos real do que a outra, e como eu disse, no fundo, não há divisões de realidades.  Cada percepção depende da necessidade e do contexto, assim como você dirige os seus olhos para o lado que te chamar mais a atenção no momento. 


    Conheço uma pessoa que “acordou” na terceira realidade, dentro do seu quarto. Ele se achou sonhando e consciente, embora distinguisse o quarto perfeitamente em cada detalhe. A única diferença que ele percebeu fora um grande aquário  do lado da janela, que não existia no quarto “real”, ou seja, aquele desperto.  A explicação é simples: Um dia, enquanto acordado, ele desejou comprar um aquário, imaginou mesmo o colocando ali, ao lado da janela. Mas, como na realidade desperta ele não tinha os meios monetários para realizar tal vontade, ele desistiu da empreitada, mas guardou dentro de si essa vontade. Ora, logo, na realidade onde a sua vontade reina, é claro que ele terá um aquário em seu quarto. Mesmo que se esqueça disso ao acordar. Os desejos dele moldam quem ele é e o ambiente que o cerca.


    As mudanças de vibrações ou frequências que ocorrem de uma percepção para a outra é semelhante ao mudar de canal em uma televisão. O aparelho é o mesmo, só muda a recepção.  Tudo tem a ver com aquilo que você quer perceber, e com o “órgão” que recebe e decodifica a informação. Aqui, na terra, a informação é mais “rígida”, mas vai se “suavizando” aos poucos. Algumas vezes essa rigidez é quebrada, e vocês chamam de milagre ou fenômeno sobrenatural. Mas é só para lembrarem que tudo é mental, por mais rígido que pareça. 


    As outras “realidades” já estão mais além. Passa a pertencer àqueles que vocês chamam de mortos. É mais maleável, brilhante e encantadora, e claro, reflete o interior de cada um que a experimentar. Para o bem ou para o mal. Não se esqueça disso.





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Jeff London

Jeff London

É incrível, como no intuito de justificar nossos atos e crenças, colocamos Deus na terra, e o homem no céu. Como falou certa vez, Jack London: Prefiro ser um cometa... a ser um planeta adormecido.


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