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Matérias - Enviado dia 10 de Junho de 2013

O Médium das Trevas e a Lança de Longinos

nada de especial (6)
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A lenda do surgimento de uma das pessoas mais perversas da história...



Início do século XX, dia cinzento na Europa. 

Um jovem de cerca de 20 anos vagava pelo Museu Hofsburg, em Viena, Áustria, como era de seu costume. Estava mais deprimido que o habitual naquele dia. Fazia muito frio, o vento trazia o prenúncio do inverno que se aproximava. Ele temia novo ataque de bronquite. Temia voltar para seu miserável quartinho de pensão barata. Temia sua própria solidão... não tinha ninguém, seus pais estavam mortos. Ao passar por um espelho, observou sua própria imagem, e não gostou do que viu. O espelho refletia um rapaz pálido, magro, usando um velho e surrado casaco... sem dúvida alguma, era a própria imagem do fracasso. Sonhava em ser artista, mas novamente fora recusado na Escola de Belas Artes e Aequitetura. Fracasso... fracasso... essa terrível palavra ressoava na mente do moço com uma insistência obssessiva. As perspectivas eram as piores possíveis.

Caminhando assim pelo museu, imerso em seus dolorosos pensamentos, o rapaz solitário entrou na sala que guardava as jóias da coroa dos Habsburg, gente que ele não considerava de boa linhagem germânica.

Nem sequer percebera que um grupo de turistas, orientado por um guia, passou por ele e parou diante de um pequeno objeto que estava ali em exposição.

Os estrangeiros pararam quase em frente ao local onde ele estava, enquanto o guia apontava para uma antiga ponta de lança. A princípio, o rapaz não deu atenção ao que ele dizia; limitava-se a encarar aquela gente com toda a raiva e ódio de que estava repleto seu coração. Mas então, ouviu o guia dizer as palavras que mudariam o rumo de sua vida: " Existe uma lenda ligada a essa lança que diz que quem a possuir e decifrar seus segredos terá o destino do mundo nas mãos, para o bem ou oara o mal. "

Fascinado, o estranho jovem agora bebia avidamente as palavras do erudito guia do museu, que prosseguia explicando que aquela fora a lança  que o centurião romano, mais tarde conhecido por São Longino ou Longuinhos, introduzira no coração de Jesus ( João 19:34 ) para verificar se o crucificado já estava morto, e de onde saiu sangue e água.

Tinha uma longa e fascinante história aquele rústico pedaço de ferro. O jovem estava decidido a mergulhar na história a fundo. Assim, voltou muitas vezes ao museu Hofburg e pesquisou todos os livros e documentos que encontrou sobre o assunto. Envolveu-se em mistérios profundos e aterradores, teve revelações que o atordoaram, incendiaram sua imaginação e desataram seus sonhos mais fantásticos...

Dias depois, lá estava ele novamente, em frente à lança... novamente a sensação de perplexidade. O rapaz sentia que algo poderoso emanava daquela antiquíssima peça, mas não conseguia identificar do que se tratava. De pé, ali ficou por longo tempo a contemplá-la.

Estudava minuciosamente a forma, a cor e a substância, tentando captar alguma mensagem. Pouco a pouco, sentiu uma poderosa presença em torno da lança, a mesma presença assombrosa que experimentara algumas vezes na vida, que o fazia sentir que um grande destino esperava por ele.

A primeira vez que tivera essa sensação, o moço recordava, fora aos 15 anos de idade. Ele havia assistido a ópera Parsifal com um amigo, e, de repente, alguma coisa estranha, muito estranha aconteceu... a presença misteriosa tomara conta dele, e deixara seu amigo, que a tudo assistira, aterrorizado... com os olhos esbugalhados e fulminantes, ele então falara, mas ao mesmo tempo, não vinham dele aquelas palavras espantosas... não se lembrava muito bem, pois estava possuído. Mas seu amigo depois lhe contara que a entidade falara sobre um futuro mandato que ele exerceria.Que ele estava destinado a uma grande missão nesse mundo...

Então o jovem começou a compreender o significado da lança e a origem de sua lenda. Pois sentia, intuitivamente, que ele era uma espécie de " ponte " entre o mundo físico e espiritual.

De repente, como se uma janela tivesse sido aberta em sua mente, o rapaz sentiu, numa espécie de " flash ", que ele próprio já havia segurado aquela lança em suas mãos, em algum século remoto da História - como se ele já tivesse possuído aquele talismã de poder e mantido o destino do mundo em suas mãos. No entanto, pensou, como isso poderia ser possível?  Estaria ficando louco?

Daí em diante, o jovem dedicou-se ao estudo de tudo quanto pudesse estar relacionado com aquele fascinante mistério... logo foi dar em núcleos do saber oculto. Sem muito critério, lia tudo que o pudesse ajudar a desvendar aquele enigma, história da Roma Antiga, religiões orientais, ioga, ocultismo, hipnotismo, astrologia, livros espíritas... estudou muito e profundamente, e não se limitou somente à teoria; passou à prática. Convencido, agora, de sua missão transcedental, quis logo encontrar os meios de realizá-la. A doutrina da reencarnação, no princípio, o deixou atônito, mas logo se tornou convicto dessa realidade e tratou a sério de identificar algumas de suas vidas anteriores.

Ele tinha pressa, e, para chegar logo ao conhecimento dos mistérios que o seduziam, não experimentou em experimentar a mescalina, uma substância alucinógena extraída de um cogumelo mexicano. Assim, mergulhou em visões fantásticas que, mais tarde, identificaria como cenas de sua vida anterior, onde teria vivido como Landulf de Cápua, um príncipe medieval do século IX, mago negro e considerado como a figura mais infame de sua época. Foi excomungado pela Igreja e era, segundo historiadores, " a figura central de todo o mal que se praticou então. "

O Imperador Luiz II conferiu a Landulf um posto que o situava como a terceira pessoa em seu reino, e concedeu-lhe honrarias e poderes de toda sorte. Landulf teria passado muitos anos no Egito, onde estudou magia negra e astrologia. Aliou-se secretamente aos árabes que, apesar de dominarem a Sicília, respeitaram seu castelo, situado em Carlata Belota, na Calábria. Nesse local sinistro, onde se situara no passado um templo pagão, o conde e ex-bispo Landulf de Cápua exercia livremente suas atividades horríveis e perversas, as quais lhe deram a fama de ser o mais temido feiticeiro do mundo.

Enfim, Adolf Hitler descobrira sua anterior identidade!

CONTINUA em O Médium das Trevas e a Primeira Guerra Mundial


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Chiara

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