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Matérias - Enviado dia 12 de Junho de 2013

O Homem de Somerton

No dia 1 de dezembro de 1948, às 6:30 da manhã, na praia de Somerton, cidade australiana de Adelaide, foi encontrado um corpo de homem que nunca foi identificado. Jamais a polícia descobriu de onde ele veio, sua identidade, nem mesmo a causa concreta de sua morte. Nada foi apurado. A única pista que se teve foi um bilhete deixado por ele, cujos códigos jamais foram decifrados.



Segundo foi apurado pelos patologistas, era um homem de aparência britânica, com idade entre 40 e 45 anos. Tinha 1, 80 de altura, olhos e cabelos castanhos e aparentava boas condições físicas. Era um dia quente, mas ele foi encontrado vestindo uma camisa branca, gravata vermelha e azul, calças, meias e sapatos. Não tinha nenhum documento, levantando a hipótese de suicídio.

O homem foi encontrado com um braço esticado e outro dobrado, um cigarro atrás da orelha e outro cigarro caído ao lado de seu rosto. Tinha consigo uma passagem de ônibus para a cidade de St. Leonards, e uma passagem de trem da cidade de Henley Bleach. Em seus bolsos também foram encontrados um pente, uma caixa de chiclete, um maço de cigarros e uma caixa de fósforos.

Testemunhas haviam visto um homem no mesmo local na noite anterior, por volta das 20 horas. Eles o observaram por cerca de meia hora, e tinham a impressão de que havia se mexido. As testemunhas estranharam o fato do homem não reagir à presença dos mosquitos que o rodeavam, mas concluíram que devia estar bêbado e não se aproximaram. A polícia encontrou o corpo na mesma posição descrita pelas testemunhas, mas não havia certeza se era a mesma pessoa.

A autópsia constatou que ele havia morrido por volta das 2 horas da manhã. Ainda de acordo com a autópsia, o coração do homem estava normal, mas pequenos vasos de seu cérebro estavam congestionados. Ainda havia congestão na faringe, e uma úlcera em sua garganta. Seus rins e estômagos também estavam congestionados, o último com comida e sangue. Seu baço estava 3 vezes maior que o normal.

Especialistas garantiram que a morte não fora natural, mas não encontrou vestígios de veneno. Os melhores toxicólogos da Austrália fizeram parte da investigação, e eles acreditavam que o homem morrera por causa de um veneno muito raro e obscuro, que não foi identificado.

E a causa de sua morte nunca foi concluída. Fotos do homem de Somerton circularam posteriormente pelo mundo todo, mas nunca ninguém o reconheceu. As autoridades australianas o consideraram um mistério sem paralelo, ou o mais profundo mistério da Austrália.

Em um bolso secreto de sua calça, havia a página de um livro, no qual estava  escrito Taman Shud, que em persa significa "acabou" ou "terminou". Essa frase fazia parte da última página de um livro de poemas denominado The Rubayat, de Omar Khayyam.

No verso da página, havia anotações distribuídas em 5 linhas. A segunda linha estava riscada, e muitos acreditam que o bilhete seja uma espécie de código. No entanto, ele nunca foi decifrado, nem mesmo por especialistas em criptografia.

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Investigadores conseguiram encontrar o provável livro do qual a última página fora arrancada.  Estava no banco traseiro do carro do poeta Edward FitzGerald, que não sabia da conexão do livro com o caso até aquele momento. Ele também desconhecida que a última página fora arrancada. O carro estava estacionado e destrancado na noite de 30 de novembro, em um local próximo da praia.

Nas costas do livro, havia um número de telefone que pertencia a uma ex-enfermeira que morava na Rua Mooseley, localizada a 800 metros do local onde o corpo foi encontrado. Ela disse possuir um exemplar do livro, mas em 1945 o havia dado de presente a um certo Alfred Boxall, tenente do exército. A mulher acrescentou que anos depois recebeu uma carta de Boxall pedindo sua mão em casamento, mas ela já havia se casado. Então a polícia começou a desconfiar que o morto fosse Boxall, mas apurou que ele estava bem vivo e conservava o livro, no qual não faltava nenhuma página.

Ambos negaram conhecer o morto.

O homem foi enterrado no cemitério de West Terrace, e na lápide diz: " Aqui jaz o homem desconhecido que foi encontrado na praia de Somerton em 1 de dezembro de 1948. "

Alguns anos após o enterro,flores frescas começaram a surgir na sepultura, mas nunca se apurou quem as depositava lá. Vai ver que alguma mulher se interessou por ele, mesmo depois de morto...


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Mateus Fornazari

Mateus Fornazari

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Responsável pelos sites Sobrenatural.Org, LojaSobrenatural.com.br e Documentarios.Org. É licenciado e bacharel em Ciências Biológicas e Técnico em Processamento de Dados. Programa em GAS-2003 e é especialista em Clipper. Agora me aventuro em Ruby on Rails


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