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Matérias - Enviado dia 14 de Março de 2003

A Outra Maria Segundo os Evangelhos Apócrifos

A história de Maria nos evangelhos apócrifos, textos das origens do cristianismo que não fizeram parte da Bíblia, nos traz novidades sobre a vida dessa personagem tão cara e polêmica entre os cristãos.



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Santa Maria Madalena, a companheira do Salvador

A história de Maria nos evangelhos apócrifos, textos das origens do cristianismo que não fizeram parte da Bíblia, nos traz novidades sobre a vida dessa personagem tão cara e polêmica entre os cristãos. Os principais textos e evangelhos apócrifos que falam sobre Maria são: O nascimento de Maria: Proto-evangelho de Tiago; O nascimento de Maria: Papiro Bodmer; Evangelho do Pseudo-Mateus; História de José, o carpinteiro; Evangelho armenio da infância; Evangelho dos Hebreus; Livro da infância do Salvador; Pistis Sophia; Aparição à Maria: Fragmentos de textos coptas; Lamentação de Maria: Evangelho de Gamaliel; Maria fala aos apóstolos: Evangelho de Bartolomeu; Trânsito de Maria do Pseudo-Militão de Sardes; Livro do descanso; O evangelho secreto da Virgem Maria.

A leitura desses escritos apócrifos sobre Maria, a mãe de Jesus, é uma viagem fascinante. Quem começa não quer parar.
Muitas curiosidades são sanadas ou deixadas em aberto diante das possíveis "fantasias" relatadas. Muitas tradições religiosas em relação à Maria, guardadas na memória popular e em dogmas de fé, têm suas origens nos apócrifos, assim como: a palma e o véu de nossa Senhora; as roupas que ela confeccionou para usar no dia de sua morte; sua assunção ao céu; a consagração à Maria e de Maria; os títulos que Maria recebeu na ladainha dedicada a ela; os nomes de seu pai e de sua mãe; a visita que ela e Jesus receberam dos magos; o parto em uma manjedoura, etc. A nossa devoção mariana é mais apócrifa que canônica.

A virgindade de Maria é defendida pela quase totalidade dos apócrifos. Segundo essa tradição, ela era virgem antes, durante e depois do parto. Uma opinião apócrifa, para demonstrar sua total à idéia da concepção virginal de Maria, chega a dizer que Maria concebeu pela orelha. No entanto, havia também vozes discordantes, como a da comunidade do Evangelho de Filipe que defendia o relacionamento marital entre José e Maria, sendo que também o seu parto teria sido normal. Ao falar da virgindade de Maria, a comunidade dos apócrifos tem intenção mais apologética que histórica. A pureza de Maria é demonstrada pela sua vida consagrada no templo de Jerusalém. Ela está sempre em contato com o sagrado. Quando Jesus nasce, a virgindade de Maria é mantida. A parteira Salomé ousou testar a sua virgindade colocando o seu dedo na "natureza de Maria" e suas mãos pegaram fogo. Assim, o teste corporal feito por Salomé comprovou a virgindade de Maria. Mais tarde, quando a gravidez de Maria é denunciada aos sacerdotes, esses confirmam a sua virgindade com outro teste comum entre os judeus, o da água amarga (Nm 5,11-31). Maria não foi culpada de adultério pelos sacerdotes. José tinha certeza que não teve nenhum relacionamento sexual com ela, portanto, ela continuava virgem. Quanto aos outros filhos de José (4 homens e 2 mulheres), os apócrifos dizem que eles eram do primeiro casamento. Logo, Maria não teve outros filhos, permaneceu virgem até a morte. Os irmãos de Jesus eram irmãos de criação. Nem é preciso recorrer à interpretação de Jerônimo (séc.IV E.C.) que entendeu o substantivo irmão dos evangelhos canônicos como primos, parentes. Além disso, José já tinha 93 anos, quando se casou com Maria, uma jovem entre 14 e 15 anos. Nos diálogos que Maria tem com os apóstolos, anjos e Jesus, sempre vem ressaltado a sua condição de virgem. As virgens são suas amigas no templo. Um grupo delas é designado para o seu cuidado na casa de José. Após a morte de Maria, são outras virgens, iguais a ela, que preparam o seu corpo e seguem o cortejo. João, aquele que recebeu o encargo de cuidar dela, levou a palma da virgindade de Maria, porque também se manteve virgem. Por isso se oferece a palma à Maria nas coroações de Nossa Senhora. Esses e tantos outros elementos nos mostram como as comunidades discutiram a questão da virgindade de Maria, bem como reafirmam as informações sobre esse tema conservadas nos evangelhos de canônicos, oficiais. Por outro lado, defender a virgindade era também sinal que o corpo não tinha valor. Esse desprezo pelo corpo e seus prazeres não teve um desfecho feliz na história da humanidade cristã. Os primeiros cristãos receberam influência do pensamento dualista que pregava a separação entre alma e corpo, trevas e luz, vida e morte, Deus e mundo. Assim, tudo o que se dizia pertencer ao mundo era desprezado, pois o mundo era considerado uma armadilha dos poderes do mal. Deus está longe do mundo e não tem muita influência sobre a vida espiritual das pessoas. A cada ser humano restava o desafio e tornar-se um espiritual de verdade, abstendo-se da vida sexual ou cair na desgraça total, nos prazeres do corpo. Pensava-se que a alma, tendo sua morada no céu, caiu no corpo. Um dia ela teria que retornar ai céu. Na viagem de volta, encontraria o demônio, na figura de um cão e pronto para tomá-la. A alma, então, tinha de ser sábia para enfrentá-los. A sua única arma seria a pureza virginal que lhe garantiria a natureza divina. Os evangelhos apócrifos do Trânsito e Descanso Maria revelam que Maria teve medo de encontrar com satanás, quando saísse do seu corpo, por isso, ela pediu a proteção dos apóstolos na custodia do seu corpo.

As atitudes de Maria relatadas pelos apócrifos mostram a sua liderança entre os primeiros cristãos, sobretudo os apóstolos. Ela tinha poder de convocá-los para uma assembléia. Ela era a Senhora dos apóstolos. Nos apócrifos não é Maria Madalena que vai ao túmulo de Jesus, mas Maria, o que parece mais lógico. E nesse encontro, Jesus a encarregou de anunciar aos apóstolos a sua ressurreição. No templo, Maria despertava a admiração dos homens sacerdotes. Quiseram arrumar um casamento para ela com um filho de um sacerdote, ma ela mesma rejeitou a proposta. Maria é chamada nos apócrifos de a "Força", "Mãe das luzes". Ela era discípula e apóstola de seu filho. Teve o poder de conversar com o ressuscitado. É bem verdade que Pedro aparece em vários episódios da vida de Maria. Ele é quase sempre chamado de bispo e pai da comunidade. A defesa do primado de Pedro nos apócrifos sobre Maria é compreensível na medida em que o lemos no contexto da disputa de liderança entre os primeiros cristãos. Maria era uma dessas fortes lideranças. Maria Madalena também foi outra personagem feminina de grande poder entre os discípulos. No entanto, ambas Marias foram subestimadas nos evangelhos canônicos. Maria não foi somente a intercessora, como quiseram os canônicos, mas discípula e apóstola de seu filho, Jesus, a quem ela amou com amor de mãe e sofreu sem perder a fé. Como toda mãe, Maria chorou diante de seu filho morto na cruz. Maria é uma mulher judia, piedosa e sempre preocupada com os afazeres domésticos. As mulheres não tinham o direito de estudar a Torá (Leis/Conduta/Caminho), mas a Maria dos apócrifos desafiou esse costume. Como liderança nata, ela estudou a Torá.

A presença de Maria nos evangelhos apócrifos nos ensina que o masculino e feminino devem ser integrados dentro de cada um de nós. João e Maria viveram muito próximos. O evangelho secreto da Virgem Maria é uma obra literária belíssima que coloca Maria narrando a sua história para João, seu discípulo predileto. Os apóstolos a chamavam de mãe, porque ela era exemplo de mulher integrada.

Maria seguiu os costumes judaicos. Ela casou-se com José, conforme previa a Lei (Torá), que ela tanto observava e estudava. Seguiu o marido até Belém. Seus pais eram descendentes de Davi, também o seria seu filho, Jesus. O seu nascimento foi impedido pela esterilidade da mãe, mas a bênção de Deus possibilitou o seu nascimento. Somente uma boa judia podia receber essas bênçãos de Deus. Além dos costumes judaicos, a história dos pais de Maria, Joaquim e Ana, se parece com a dos casais do Primeiro Testamento: Elcana e Ana, Abraão e Sara, os quais geraram, respectivamente, a Samuel e Isaac. Assim, a história de Israel pode continuar de modo fecundo e eficaz. O nascimento de Maria é importante para a história de Israel, assim como foi o de Jesus.

A história de Maria nos apócrifos é permeada de simbolismos, tais como: a) Pomba, símbolo da Torá (Pentateuco), saiu da vara de José confirmando que ele devia aceitá-la em sua casa. No templo, Maria viveu como uma pomba, isto é, de forma pura. Jesus, no dia do seu batismo no Jordão, recebeu sobre sua cabeça a visita de uma pomba. Jesus, a nova Torá é confirmada pela Torá-pomba . É também, a pomba o sinal do Espírito Santo de Deus. b) Palma, também sinal da Torá e da pureza, lhe é dada por Jesus, a Torá personificada, no monte das Oliveiras. c) Véu do templo, símbolo da pureza, só podia ser confeccionado por mulheres virgens. Maria, mesmo sendo a esposa de José, continuou virgem, por isso, podia ser convidada pelos sacerdotes a confeccionar o véu do templo. Segundo os evangelhos canônicos, o véu do templo se rasgou. Isso é sinal de que aquele que é puro como o véu foi violado pela injustiça humana. d) Templo: lugar onde vivem os puros. Maria viveu no templo, porque era pura por excelência. E ser educada no templo é ocupar um lugar central na história da salvação. e) A vara de José que floriu mostra a ligação desse com a história de Israel. A vara de Aarão também floresceu e ele foi escolhido por Deus (Nm 17,16-23). f) Trombeta, usada para convocar os anciãos para decidir quem ficar com Maria, era um instrumento usado para convocar o povo de Israel, diante de um problema nacional. g) Anjo, sempre presente na vida de Maria, simboliza Deus mesmo que vem ao seu encontro. Os judeus por colocarem Deus tão distante e fora do alcance da vida, criaram a categoria anjo para falar de Deus mesmo. O anjo é Deus, mesmo que tenha um nome próprio. h) Luz que envolveu Maria e Jesus na gruta e o corpo de Maria, no dia de sua morte e assunção, é sinal de Deus que manifestou no Sinai. i) Fogo que atingiu as mãos de Salomé é sinal da presença divina (Ex 3,1-6). A ação incrédula de Salomé, ao tocar a "natureza de Maria", foi necessária para confirmar teologicamente o fato de Jesus ser a luz para todos os povos. Salomé, ao receber nas próprias mãos a luz de Deus, Jesus, e foi curada. j) Esterilidade: sinal de castigo e da não bênção de Deus. Apesar da virgindade, Maria não era estéril, o que fundamento a teologia dos primeiros cristãos, isto é, em Maria a promessa de Deus se realizou, porque havia entre eles alguém preparado para essa tarefa. l) A morte de Maria anunciada para daqui a três dias quer mostrar que, assim como Jesus, que depois de três dias ressuscitaria, Maria também seria visitada por Deus na pessoa de seu próprio filho, Jesus. Os textos apócrifos dizem, no entanto, que Maria foi assunta ao céu somente no quarto dia. m) As nuvens, nas quais os apóstolos são transportados até à casa de Maria, representa a presença de Deus, que mora além das nuvens.

Toda a história da assunção de Maria está nos apócrifos. Os escritos sobre Maria foram respostas aos questionamentos sobre a sua vida. Eles são a expressão da fé na virgindade, assunção, santidade e liderança de Maria entre os primeiros cristãos. Não só esses escritos "não autorizados" sobre Maria ajudaram a difundir a fé nela como mãe de Deus, mas a arte e a liturgia. Em 1950, a Igreja católica proclamou o dogma da Assunção de Maria, confirmando simplesmente um ensinamento tradicional. Viva a mãe de Deus e nossa... eternamente. A assunção de Maria só foi possível porque ela era virgem. A presença dos apóstolos no momento em que Cristo vem buscá-la no sepulcro demonstra a legitimidade da assunção. Paulo estava entre eles. Ele não poderia conhecer os mistérios que se passavam com ela, pois era apenas um iniciado na vida cristã. Os apóstolos não concordam com as opiniões de Paulo, mas Jesus aparece e acolhe Paulo, o que significa que bastava um coração puro como o de Paulo e de Maria para poder atingir a salvação.

As religiões têm suas grandes mulheres. No cristianismo e no imaginário coletivo, Maria permanecerá sempre como modelo de mãe intercessora, mas não estaria na hora de acrescentar a esse dado de fé a liderança apostólica e missionária de Maria que os apócrifos nos legaram? Ademais, nos apócrifos Maria não deixou de ser mulher para ser a mãe de Jesus. Vale a pena ler os apócrifos sobre Maria.

http://www.franciscanossantacruz.org.br/jacir.htm


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Opiniões

33 Comentário(s).
  • Comentário que os leitores mais gostaram:

    Genilson

    Genilson | 2 de Fevereiro de 2010 | Escreva para o autor do comentário

    45 leitores gostaram da opinião | 14 reprovaram a opinião

    Não vejo problema nenhum em acreditar que Maria se manteve virgem até morrer,sei que ela não vai me salvar e sei também,como todo mundo sabe,que somente JESUS morreu para nos salvar que só em seu nome os meus pecados são perdoados.Sou católico e pra falar a verdade nunca até o dia de hoje ouvi um sarcedote católico dizer que Maria é ou foi maior que JESUS,quem fala que a igreja católica ensina isso são as pessoas que fazem parte de outras igrejas e até mesmo se eu ouvisse tal afirmação não acreditaria,pois não sou nenhuma criança...Se Maria morreu virgem ou não (embora eu acredite nisso),não importa, o que importa que o filho DEUS veio ao mundo através dela e nos salvou.A virgindade de Maria não me salva,tão pouco me salvará se eu tomar conhecimento que ela teve outros filhos.Tenho um respeito grandioso por Maria,sempre terei e ninquém nesse mundo vai conseguir retirar esse respeito que tenho por essa grande mulher que é a filha de DEUS PAI,a mãe de DEUS FILHO e a esposa de DEUS ESPIRITO SANTO.Se ela tivesse dito não ao anjo provavelmente estaríamos todos condenados,então tenho mais que a obrigação de respeita-la,pois ela deu a luz no mundo aquele que é o meu único SENHOR,aquele que desde o principio reina junto do DEUS PAI.Se alguém fala que a igreja católica adora Maria ou que a coloca maior que o CRISTO JESUS,esses são um bando de ignorantes.

    LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
    OH MARIA CONCEBIDA SEM PECADO ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS.

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Mostrando as 5 primeiras.
  • paulo geovane

    paulo geovane | 29 de Dezembro de 2013 | Escreva para o autor do comentário

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    aleas jesus esta com o evangelio ou seja dise:Eu esistia antes de tudo se formasse, poes sendo os demaes apostolos esconhidos por jesus

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  • paulo geovane

    paulo geovane | 29 de Dezembro de 2013 | Escreva para o autor do comentário

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    tanto melquisedeque estava de junto a abrao, aguns teologos desmente, a ingreja catolica nao desmente estas coisas senpre teve boms teologos aleas com as escrituras do mar morto que forao ajadao por historiadores no ano 2000 a anjos prefistos nestas escrituras estas escrituras forao ajadas no mar morto onde prefe estas vindas de anjos

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  • paulo geovane

    paulo geovane | 29 de Dezembro de 2013 | Escreva para o autor do comentário

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    segundo os evangelios de jesus e dos apostolos, a refeiçao noturna onde ele mesmos separo os paes, a ressureiçao de ejsus au terseiro dia poes esta foe um assessao e nao um arebatamento

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  • ALOISIO ROSA SAMPAIO JUNIOR

    ALOISIO ROSA SAMPAIO JUNIOR | 31 de Março de 2011 | Escreva para o autor do comentário

    10 leitores gostaram da opinião | 22 reprovaram a opinião

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    Na Bíblia sagrada, no evangelho segundo Mateus está escrito que José não conheceu(teve relações sexuais) a Maria até o nascimento de JESUS. Posteriormente, tiveram uma vida normal de casal.Ela não passou a viver como uma entidade sagrada. Ela tinha uma vida normal com José que era carpinteiro. Tanto isso é verdade que, quando Jesus iniciou seu ministério, as pessoas de Nazaré começaram a questioná-lo pelo fato de ser o filho do carpinteiro. Ora, se Maria estivesse vivendo enclausurada ou qualquer coisa assim, não haveria espanto algum em relação a Jesus.

    Ademais, JESUS, É DESDE O PRINCÍPIO DAS COISAS, ELE É O ALFA E O ÔMEGA. ESCOLHEU VIR A TERRA E LOGICAMENTE O FARIA POR MEIO DO NASCIMENTO NORMAL, NÃO PODERIA APARECER DO NADA,POIS, SE ASSIM O FIZESSE SERIA ADORADO E FICARIA FÁCIL ACREDITAR NELE.

    ESSE ENDEUSAMENTO DA PESSOA DE MARIA, SE DEU PELA JUNÇÃO DAS PREGAÇÕES DA IGREJA PRIMITICA, COMPOSTA PELOS APÓSTOLOS, FEITA ILEGALMENTE PELA IGREJA ROMANANA, AOS SEUS ANTIGOS COSTUMES PAGÃOS,PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO A DEUSA PAGÃ "DIANA" CITADA NO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS.

    MARIA NÃO É MÃE DE DEUS, PORQUE DEUS ERA ANTES DELA. FOI SIM UMA FIEL SERVA DO SENHOR QUE CUMPRIU SEU PAPEL DE TRAZER AO MUNDO O FILHO DE DEUS, NO QUAL SÃO BENDITAS TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA.

    E TENHO DITO!

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  • Eliade. M. M. ( pseudonimo)

    Eliade. M. M. ( pseudonimo) | 22 de Dezembro de 2010 | Escreva para o autor do comentário

    1 leitores gostaram da opinião | 5 reprovaram a opinião

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    Queridos, evangelhos apócrifos existem, mas diferente do que todos pensam, a mensagem de Maria Madalena esta dentro do próprio evangelho em seu testemunho como pertencente ao judaísmo e convertida ao cristianismo, no livro dos Hebreus. De fato Maria Madalena foi respeitada como um apóstolo, e chamada de força, rocha, como “Kifa habibe,” até porque, todos fugiram e somente poucos foram os que continuaram os passos de Cristo. Todos temiam ao império de Roma e muitos se omitiram, contudo a força dos judeus ao longo do mar da Galiléia era imperecível. Éramos pobres, contudo místicos, e nossos antepassados e patriarcas do judaísmo, assim como os profetas do antigo testamento fortaleceram pelo decorrer da história a força deste povo, diante dos feitos de seu Deus.
    Nada ocorreu de forma cômoda e romântica, não... antes fomos perseguidos como lagartos no deserto de Judá até o Saara. As catacumbas dos faraós foram nossas casas, pois todos temiam suas maldições, exceto os saqueadores e quem conheceu Jesus, pois para este os faraós não passaram de homens no mundo, tomados pelo príncipe do mundo, o ego.
    O Egito e seu vasto deserto acompanharam a história da religião desde Zoroastro em suas peregrinações, até Abrão, pai de nosso pais, também Moisés em sua fuga com o povo de Deus, e escondeu Jesus ( menino Deus) até a morte de um dos Herodes.
    A bíblia é um farto e adorável conto de fabulas históricas, reais e corrompidas. Mas ela representa o homem que sempre conta um conto e aumenta um ponto. A igreja católica é amada por Jesus, assim como todas as religiões do mundo, pois é dentro de um grupo que se tem Deus, contudo o mais difícil é encontrar o Deus que diariamente esta conosco, e que faz em nós sua morada e sua catedral...sim somos pequenos deuses, e isto dói muito!... pois apesar de herdarmos de nosso Pai celestial, sua semelhança, nunca atingimos maior idade, nem tão pouco, somos perfeitos como ele.
    Agradeço ao portal sobrenatural.org, este meio de comunicação que leva à oportunidade de conhecer a experiência de muitos e a história de todos. Através deste portal apenas com um comentário sobre meu livro que fala de vidas passadas e conta minha vida como Maria Madalena a mulher que conheceu Jesus e que o reencontrou a pouco mais de 5 anos, recebi muitos E-mails e consegui juntar novos conhecedores de uma parte da história que está velada, ofuscada pelos pontos aumentados e pelos muitos omitidos pelos religiosos que temem quebrar a mística de um Jesus Salvador, sofredor, e eunuco, por amor a Deus. O Priorado de Jesus, seu lado humano existe e sou testemunha disto.
    A roda da vida não para, a historia que tentam descobrir está dentro de cada um de nós, pois como eu também vocês foram os personagens de muitos eventos. Acessar a verdade é simples.... deixe-se mergulhar no Deus de teu coração, o mundo não está fora de nós, nós é que somos parte dele. Quem conhece Deus, reconhece-o dentro de si, percebe suas próprias limitações e sua transitoriedade, contudo carrega a espada do poder e da paz e a sabedoria o acompanha na verdade de que nada é finito,apenas a carne, e o tempo de Deus não é o tempo dos homens.
    ASS: Eliade,M.M. do O Diário de Maria Madalena. Um resgate junto a Cristo,um livro de cunho filantrópico.
    Deixo dito um enigma de Natal, dito para mim, por Jesus, que continua o mesmo há 2000 anos, falando em figuras. Disse-me Jesus:” Maria, Eian”- quem souber seu significada me conte! eliade.autor@gmail.com, magdala.eliade994@gmail.com
    Feliz Natal... na paz de Cristo

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