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Matérias - Enviado dia 15 de Abril de 2004

Subliminar é Pesquisa Científica?

Prof. Calazans explica como o mundo acadêmico vê as mensagens subliminares...



Artigo gentilmente cedido ao Sobrenatural.Org por:

Professor Flávio Calazans
Livre-Docente pela UNESP / Doutor pela USP
www.calazans.ppg.br

calazanista@ligazine.com.br

Neste artigo o Professor Calazans explica como o mundo acadêmico vê as mensagens subliminares, suas definições e influências na mídia.

SUBLIMINAR É PESQUISA CIENTÍFICA?


Existem alguns temas nas ciências da mídia (especificamente na disciplina midiologia histórica) que são como aqueles vilões dos antigos filmes de terror, como O CORCUNDA DE NOTRE DAME e O HOMEM ELEFANTE ou os “bonzinhos” cowboys de faroest massacrando os índios, KKK perseguindo afro-descendentes, etc....

Não interessa de quantas maneiras diferentes os preconceituosos “mocinhos” WASP ( White, Anglo Saxon and Protestant, member from Ku Klux Klan) os perseguem e matam, no final eles sempre reaparecem.

Assim são as mensagens subliminares, o MEME mais forte de toda a mídia, exemplo da seleção natural de Darwin do Meme mais apto.

MEME (segundo Epstein p. 189 e Nunes) é um termo criado por Dawkins de Oxford definido como uma unidade de transmissão cultural, a semelhança do gene, o meme seria uma idéia ou conceito com a adaptabilidade e habilidade de perpetuar-se no cenário de competição e seleção natural das idéias científicas; tudo o que aprendemos e é transmitido é uma unidade cultural meme.

De todos os memes veiculados, apenas os mais aptos sobrevivem, memes se organizam em mememplexos e se propagam por imitação, incluem-se entre os memes as teorias científicas como a pesquisa do paradigma Propaganda Subliminar.

O interesse dos estudantes, da comunidade e da mídia em divulgar temas relacionados a Propaganda Subliminar, Mensagem Subliminar, Semiótica Subliminar e Midiologia Subliminar, conforme esta teoria inovadora do MEME seriam a comprovação do sucesso e sobrevivência do meme subliminar a despeito dos esforços de seus detratores que o acusam de mera lenda urbana, pseudo-ciência, inexistente e ineficaz ou meramente calam e evitam tocar no assunto da percepção subliminar.

A Midiologia Subliminar (Teoria da Comunicação veiculada pela Mídia, os Meios de Comunicação de Massa como a Televisão) teve o primeiro registro histórico fora dos laboratórios de psiquiatria nas universidades saída para ser aplicado entre os Meios de Comunicação de Massa com a mídia eletrônica urbana Cinema, em 1956, quando a firma de Jim Vicary , “Subliminal Projection Company” fez uso do taquicoscópio projetando a cada 5 segundos sobre o fime “Picnic” a frase “Beba Coca”, na velocidade de 1/3000 de segundo cada vez, aumentando em 57,7% as vendas de COCA-COLA no intervalo, um experimento que já assumiu as proporções pejorativas e errôneas de "Lenda Urbana" internacional entre professores e pesquisadores da Comunicação mal-informados ou preconceituosos (CF artigo científico datado de 1987- "Propaganda Subliminar: a técnica e o tabú" na bibliografia), denominei tal evento de EXPERIMENTO VICARISTA.

Ora, se há data local do evento registrado, não se pode atribuir a pecha de “lenda urbana”, lenda urbana é um boato incerto e vago de teor sobrenatural ou mitológico (o fantasma da loira no banheiro das escolas é um exemplo de lenda urbana), é um erro crasso denominar subliminar de “lenda urbana” (ou mal intencionado objetivando induzir em erro e enganar o leitor desavisado), pois foi com a mídia eletrônica urbana Cinema, em 10 de junho de 1956, quando a firma de Jim Vicary , “Subliminal Projection Company” fez uso do Taquicoscópio em Fort Lee, New Jersey, USA.. Ao inserir imagens com os dizeres "Drink Coke" e "Eat Popcorn" durante a projeção do filme ele teria aumentado em 57,7% as vendas de coca-cola e em 18,1% as vendas de pipoca às portas de saída do cinema. A experiência teria sido relatada na revista Advertising Age (Vol 37, pág. 127, 16 de setembro de 1957).

HOAX e boatos de internet repetem exaustivamente que somente em 1962 James Vicary teria concedido uma suposta entrevista à revista Advertinsig Age em que teria confessado ter sido pressionado pelos investidores a publicar resultados de experimentos que não tinha feito realmente.

Sobre o EXPERIMENTO VICARISTA estes boatos e hoax de internet repetem sempre que teria dito o próprio Vicary que:

"...nós fomos forçados a divulgar a idéia (da subliminaridade) antes que estivéssemos realmente prontos... nós não havíamos feito nenhuma pesquisa exceto o mínimo necessário para registrar a patente. Eu tinha pouco interesse na companhia (Subliminal Projection) e uma pequena quantidade de dados, muito pequena para ser significativa."

Cabe aqui questionar que razões teriam levado James Vicary a desmoralizar-se e perder a própria credibilidade como publicitário desonesto frente ao mercado (o que ganharia com esta declaração além de ficar desacreditado?) , as causas de ter esperado tantos anos, se o anunciante-investidor que o pressionou seria a Coca-Cola e o que o leva a afirmar como se tivesse descoberto, patenteado ou criado o taquicoscópio, omitindo da opinião pública que as pesquisas psiquiátricas envolvendo subliminares remontam ao Século DEZENOVE (Pierce e Jastrow em 1884, conforme Channouf, página 31; e em junho de 1934 a tese de doutorado de Collier em Psicologia Experimental já citada no meu livro "Propaganda Subliminar Multimídia", Summus Editorial, p. 24 ).

Junto a este boato cabe recordar que GALILEU GALILEI foi levado ao tribunal da inquisição e coagido e pressionado a negar suas pesquisas de que a terra girava em órbita ao redor da estrela sol, mesmo sabendo estar correto e acreditando nos seus resultados, cedeu a pressão da poderosa igreja católica e desmentiu-se, retratou-se com desculpas (Piu, se move!, diz a anedota histórica).

Futuras pesquisas poderão identificar se, como no antecedente histórico de retratação do caso de Galileu, interesses de multinacionais em abafar o caso e desinformar a opinião pública poderiam ter pressionado ou coagido o publicitário a desmentir-se, seria anti-científico aceitar tudo cegamente, fruto de maldade induzindo os leitores em erro ou de ignorância crassa.

Recorde-se que casos como Pokemón e Bush foram divulgados apenas pela agência de notícias alemã Reuters, as outras agências estranhamente e de modo no mínimo suspeito calaram-se sobre estes e outros casos envolvendo subliminares, somente divulgando pesquisas desmentindo ou questionando subliminares, cabe investigar quais as razões de tal seleção, censura ou desinformação a serviço do interesse de anunciantes ou se tem sido sempre meras coincidências todas estas vezes (ou paranóia e “teoria conspiratória”), pode-se sugerir as obras de Chomsky como base e parâmetro desta futura pesquisa midiática.

Pode-se tecer críticas científicas à suposta metodologia dos pretensos pesquisadores que, ou comprometidos com anunciantes ou induzidos em erros religiosos, atacam o meme subliminar hiperlingual (não se pode ignorar ser a signagem subliminar como construto segundo a antropologia cultural, enquanto definidos pelo semioticista da cultura Ivan Bystrina como Códigos HIPERLINGUAIS c.f. Nunes, p. 60, ao discorrer sobre a semiosfera como cenário dos produtos do meme “semiológico” ou melhor, Semiótico.).

No próximo artigo, a receita do sucesso: JOVEM PESQUISADOR, OBTENHA SUCESSO FÁCIL ATACANDO OS SUBLIMINARES


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