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Matéria especial que mostra vários casos de corpos que não se decompõem. Muitas fotos. Veja como exemplo o caso de Santa Catarina de Laboure, Papa João XXIII, Santa Bernardete, São Vicente de Paula e muitos outros.
Enviado por Mahajah!ck em 26 de Dezembro de 2005. Escreva para o autor

Santa Catarina de
Laboure, que durante a vida teve visões da Virgem Maria.
Seu corpo, ainda incorrupto, está exposto em uma capela
na Rue do Bac, Paris.
Quando o corpo
do Papa João XXIII foi exumado, em março de 2001, estava
em boas condições, apesar de morto há 37 anos. Na época,
o Papa João Paulo II decidira que João XXIII precisava de
um novo local para abrigar seus restos mortais de modo atender
mais convenientemente ao grande número de visitantes que
se dirigiam à sua tumba, que ficava na Cripta de Basílica
de São Pedro, em Roma. Hoje, em 2005, João Paulo II, filho
de camponeses e conhecido como "Papa do Povo", está a caminho
da santificação e um dos primeiros passos deste processo
é a exumação do cadáver a fim de se possa proceder à identificação,
um procedimento de praxe.
Embora os corpos dos Papas não sejam inteiramente embalsamados,
são "preservados" com formol a fim de prolongar o período
possível de exposição pública. Sobre o caso do Papa João
XXIII, Joseph Watts, que coordena funerais e exumações do
Vaticano, comentou no New York Daily News: "Ele foi embalsamado
como de costume. Isso é feito por médicos e o lugar em que
o corpo foi colocado, as Catacumbas, é perfeito. Watts,
que visitou a tumba na ocasião da exumação, disse que o
estado de preservação do Papa, provavelmente, foi resultado
de uma combinação de fatores: o fluído balsâmico era um
composto com base em um formolaldeído e outras substâncias
químicas; o caixão possui três camadas e foi colocado em
uma cripta de mármore. Não havia infiltração de água ou
qualquer coisa que favorecesse a desintegração do corpo.
Vicenzzo Pascalli, da Universidade de Roma, também considera
normal o estado de preservação do corpo do Papa João XXIII:
"Isso é muito mais comum do que geralmente se pensa. O corpo
do Santo Padre estava bem protegido e o oxigênio era escasso
no interior do caixão que, em sua estrutura de três camadas,
contém materiais como chumbo e zinco que capturam o oxigênio,
o que ajuda a retardar o processo de decomposição."
Como sua habitual reserva, a Igreja Católica rejeita qualquer
especulação sobre milagre em relação ao corpo do Papa. O
Serviço de Informação do Vaticano jamais usou palavras como
"milagre" ou "incorrupto" no caso de João XXIII. Depois
da exumação, as declarações oficiais foram discretas e diziam
somente que "O Corpo do Abençoado João XXIII estava bem
preservado". É uma postura coerente com a política do Vaticano
de não incentiar a divulgação de fatos sugestivos do sobrenatural
sem investigações minuciosas que descartem qualquer hipótese
de explicação por causas naturais.
Diante dos numerosos casos de incorruptibilidade, muitos
"santos presumidos" foram exumados e reenterrados. Com o
tempo, tornou-se costume exumar todos os canditatos à beatificação
e santificação. Na Idade Média, as igrejas disputavam a
posse de "corpos incorruptos", que atraíam os peregrinos
e, com eles, ofertas, doações. Na Britânia medieval, apesar
do clima úmido, havia um grande número destes "corpos santos",
entre eles, duas irmãs da realeza, Etheldreda e Withburga;
um rei, Edward, o Confessor; um bispo, Hugh, de Lincon e
um arcebispo de Canterbury. Com a Reforma, os santuários
foram destruídos e os corpos também. Algumas partes foram
salvas dos ataques religiosos, como a mão de Santa Etheldreda,
resgatada por uma família devota. Passados 400 anos, a mão
continua preservada em uma pequena igreja católica - Igreja
de Santa Etheldreda, em Ely, Cambridgeshire.
O fenômeno dos corpos
de santos que não sofrem deterioração apesar de enterrados
durante anos continua sendo um tema atual e curioso. Muitos
desses casos, cerca de 102 histórias, são relatados no livro The Incorruptibles (1977), de Joan Carrol
Cruz. A obra está repleta de detalhes espantosos e macabros
sobre restos mortais preservados: corações, pernas e braços,
corpos que sentaram e piscaram e fragrâncias agradáveis
emanando dos mortos, como Santa Teresa d'Ávila, São Francisco
Xavier (ilustração acima) e São João da Cruz.
Nos casos do Abençoado Peter of Gubbio - Pedro de
Gubbio, monge século XIV (anos 1300) e da Venerável Maria
Vela, freira do século XVII (anos 1600), suas vozes eram
ouvidas pelos irmãos e irmãs religiosos, durante cânticos,
muito tempo depois de sua morte. Santa Clara de Monte
Falco, feira do século XIII (anos 1200), teria declarado
às suas companheiras: "Se buscam a cruz de Cristo, tomem
meu coração; nele encontrarão o sofrimento do Senhor". Depois
da morte da irmã Clara, não somente o corpo permaneceu incorrupto
como suas indicações mostraram-se precisas: as freiras removeram-lhe
o coração e encontraram, claramente impressa no tecido cardíaco,
a figura de um pequeno crucifixo com os cinco estigmas do
martírio de Cristo.
Margareth de Metola
Outro registro extraordinário refere-se à Abençoada Magareth
de Metola: anã, cega, corcunda e coxa, viveu, entretanto
umavida heróica dedicada a servir aos pobres. Morreu em
1330 mas, em 1558, seus restos mortais tiveram de ser transferidos
porque seu caixão estava muito estragado. Durante a exumação,
testemunhas espantaram-se: assim como caixão, roupas e tecidos
também haviam-se deteriorado porém, o corpo de Margareth
continuava intacto.
Joan Cruz escreve: "O corpo da Abençoada Margareth, que
não foi embalsamado, estava vestido com um hábito dominicano,
depositado sob o altar-mor da igreja de São Domenico na
Cidade de Castelo (Citta-di-Castello) - Itália. Seus braços
estão flexíveis, não houve perda dos cílios e as unhas continuavam
firmes nas mãos e nos pés. O corpo apresentava uma coloração
escura, a pele estava seca mas, no geral, o estado de preservação
pode ser considerado extraordinário considerando seis séculos
de sepultamento".
Estas histórias medievais poderiam ser consideradas mistificações
ou exageros religiosos de época porém, nos séculos subseqüentes,
o fenômeno repetiu-se muitas vezes, foi suficientemente
documentado e continua sendo cosiderado por muitos como
manifestação de milagre divino.
Santa Bernardete

Dois casos historicamente
mais recentes de preservação incomum de cadáveres de santos
são os casos de Santa Bernadette e São Charbel Makhlouf. Santa Bernardette foi uma pastora que teve uma visão
da Virgem Maria na cidade de Lourdes - Portugal. Morreu
no convento de Santo Gildard, em Nevers - França, em 1879
sendo enterrada na cripta da capela. Em 1909, uma comissão
encarreagada de investigar a santidade da religiosa, procedeu
à exumação de seu corpo tendo como testemunhas um bispo
e dois médicos. Os trabalhos no túmulo foram feitos por
dois pedreiros e dois carpinteiros. Eles encontraram o corpo
da Santa em perfeito estado. Uma freira, que assistira ao
enterro, 30 anos atrás, notou uma única diferença: o hábito
de Bernadette estava úmido.
Sepultada, foi novamente exumada em 1919 sob as vistas de
testemunhas leigas e religiosas. Os médicos que examinaram
o corpo escreveram: "Quando o caixão foi aberto o corpo
parecia estar absolutamente intacto e sem nenhum odor post
mortem. Não havia cheiro de putrefação e nenhum dos
presentes experimentou qualquer desconforto". Uma terceira
exumação foi feita em 1923 e o cadáver encontrava-se nas
mesmas condições. Desta vez, o corpo foi aberto (necropiciado)
e os orgãos internos estavam flexíveis. Um médico escreveu:
"O fígado estava leve e sua consistencia era praticamente
normal".


São Charbel Makhlouf,
que morreu em 1898, foi um monge maronita do Líbano. Sua
vida, desprovida de grandes feitos foi marcada, todavia,
por uma devoção completa e intensa. Depois de sua morte,
durante 45 noites, estranhas luzes pairavam sobre sua sepultura.
Ocorre que 45 dias era o tempo tradicionalmente considerado
como período suficiente para a decomposição de um corpo.
Com as aparições das luzes, as autoridades monásticas decidiram
proceder à exumação. O corpo foi encontrado em perfeito
frescor, embora o local tivesse sido castigado or chuvas
recentes que praticamente reduziram o cemitério a um lamaçal
de tal modo que o cadáver estava, de fato, imerso em uma
camada de água terrosa.
Charbel teve suas roupas trocadas e foi transferido para
um outro caixão de madeira mas, antes do sepultamento, um
estranho sangue oleoso começou a exudar do corpo. O fluido
era tão abundante que as roupas tiveram de ser trocadas
duas vezes em duas semanas. Em 1927 - 29 anos depois de
sua morte - ele continuava incorrupto e, submetido a um
eame, mostrava-se flexível. Mesmo assim, foi sepultado em
uma antiga igreja, em Abbey. Em 1950, peregrinos em visita
ao santuário notaram um líquido vazando da tumba e o caixão
foi aberto mais uma vez. O corpo continuava conservado porém
exudando o estranho óleo. Muitas curas miraculosas foram
atribuídas a essa substância desconhecida.
Charbel permaneceu intacto por 67 anos; finalmente, em 1965,
começou a apresentar os primeiros sinais de decadência.
Outros exemplos notáveis de santos católicos cujos corpos
não se corromperam são: Madre Inês de Jesus, morta em 1634;
São Vicente de Paula, morto em 1660; a beata Maria Ana de
Jesus; o mártir jesuíta Adré Bobola, o "apóstolo de Pinsk".
Santa Brígida, da Suécia, falecida em 1373, ao ser exumada,
revelou o coração preservado enquanto todo o resto do corpo
fora reduzido a pó.

São Vicente de
Paula

São
João Vianney - na Basílica de Ars, França

Santo
Ambrósio
Santa
Rita de Cássia (1381-1457) - Basílica de Cássia - Itália

São
Miguel de Carigoits
Santos Pagãos
O fenômeno da incorruptibilidade dos cadáveres não é exclusivo do "mundo católico-cristão"; entre hindus, chineses e tibetanos, por exemplo, as ocorrências também são numerosas. Em 1952, o famoso iogue Paramahansa Yaogananda, que morreu na Califórnia, foi desenterrado; seu corpo não sofrera decomposição e exalava uma agradável fragrância. Existem casos semelhantes entre protestantes, judeus, muçulmanos e budistas.

Khambo Lama Dasha-Dorjo
Itigelov
Corpo preservado
do Sexto Patriarca do Monastério de Nan Hua, Sul
da China - Hui Neng
Em 25 de março de 2005, o Pravda English Online publicava:
"Os Corpos incorruptos de Santos e Pecadores". A notícia
fala do estado de conservação do corpo do Khambo Lama, mestre
dos Budistas Siberianos do Leste, Dasha-Dorjo Itigelov que,
nascido em 1852 e morto em 1927, ainda conserva os tecidos
preservados como um homem vivente, conforme constatou a
perícia feita por equipe de médicos especialistas.
Dasha Dorjo faleceu em uma localidade próxima à cidade russa
de Ulan-Ude, lugar conhecido como "Ivolginsk Datsan", um
centro espiritual de budistas russos (como os Ashram hindus),
construído em 1947. Ao morrer, deixou instruções: seu sarcófago
deveria ser aberto algum tempo depois do óbito para que
se verificassem as condições físicas de seus retos mortais.
O lama morreu sentado em posição de lotus, a mais característica
postura iogue.
Desde estão, o mestre foi desenterrado três vezes: em 1955,
1973 e 2002. Depois da última exumação, os monges do Ivolginsk
Datsan decidiram não mais sepultar o corpo; colocaram-no
em sarcófago especial feito de vidro devidamente acomodada
em uma sala escpecialmente preparada para tal função, de
modo que os fiéis visitantes do retiro possam ver Dasha-Dorjo.
São proibidas fotos e filmagens; os monges alegam que isso
contraria suas tradições entretanto, em 11 de setembro de
2002 o sarcófago foi aberto na presença de membros da tradicional
Sangha Budista da Rússia e de médicos especialistas.
Na ocasião, o doutor em Ciências Médicas do Instituto Russo
de Perícia Médica Forense, Viktor Zvyagin, comprovou a identidade
do corpo juntamente com outras testemunhas oculares, que
estiveram presentes nas exumações. Pesquisadores, curiosos
com o fenômeno, solicitaram aos monges permossão para recolher
amostras de cabelos e unhas do mestre para análise. Zvyagin
diz, que sob muitos aspectos, o corpo do lama apresenta
conservação muito próxima ao estado de um homem vivo: a
pele está flexível, as articulações podem ser movidas. Exames
com infravermelho confirmaram o estado de conservação dos
tecidos.
O fenômeno da imperecibilidade de alguns organismos mortos
é bem conhecido. Existem numerosos fatores que podem preservar
um cadáver por milhares de anos. A mumificação natural ou
artificial é uma das formas mais comuns. Arqueólogos descobriram
múmias bem conservadas em diferentes lugares do planeta.
A preservação desses corpos é o resultado de circunstâncias
singulares a cada sepultamento. Em geral, os corpos que
são poupados de fatores como umidade e oxigênio se mantém
intactos por mais tempo. Um processo já desvendado é a Adipocere (veja link sobre o assunto neste site), que pode ser induzida
ou natural.
No caso do Lama Dasha Dorjo, nenhum método foi usado e as
condições do sepultamento não eram ideais. Os budistas dizem
que somente os mais avançados iogues podem atingir tal condição
em virtude de suas escolhas, feitas antes da morte. Além
de Dasha Dorjo, informam os monges que existem apenas outros
três cadáveres conservados de santos budistas: um na China,
outro na Índia e o terceiro, no Vietnam. Outros existiram
em um monastério tibetano que foi completamente destruído
em 1959. Apesar dos casos mais ruidosos serem relacionados
a figuras de "homens-santos", Viktor Zvyagin lembra que
a incorruptibilidade dos mortos não é exclusiva de religiosos.
Há 15 anos atrás (1995), durante uma escavação arqueológica,
o corpo de uma menina foi encontrado em perfeito estado
de conservação.
FONTES
Saints
Preserve Us - FORTEAN TIMES
Ongeschonden
lichamen - BEDEVA ART WEB - Ilustrações
Mortals
and saints can remain physically immortal after death -
PRAVDA ENGLISH
LINKS RELACIONADOS
Sobrenatural.org
- Apodicere: Processo de Conservação de Cadáveres
Incorrupção
de Corpos de Santos de pe. Oscar Gonzáles Quevedo
pesquisa - tradução - adaptação: Mahajah!ck | 09 de dezembro de 2005
parabens pela materia fio muito legal e interessante deus e muito poderoso!
São milagres que poucos sabem. Ainda existem pessoas que duvidam de que a Igreja Catolica Apostolica Romana foi fundada por Jesus Cristo Ressuscitado.
Se alguém encontrar os corpos dos apóstolos de Cristo, ou o próprio me avisa, quero saber se ele usava sapatos, mas acredito que o corpo que jamais encontrarão e´o de Judas Escariotes, esse provavelmente apodreceu mesmo, não é?
Achei muito legal.Se ninguem contribui,quimicamente para a concervação dos corpos.É de fato uma de tantas obras Divinas.Simplismente fantástico.Nos diz para confiarmos em Deus,que para Ele tudo é realmente possível.
quem garante que a conservação dos corpos e a ''milagrosa exalação de perfumes" desses lideres religiosos é natural?
Incrivelmente incrível.Há algo de divino(sobrenatural) nesses casos.
o nosso professor de ingles nos contou umas historinhas disso, e ai agente resolveu pesquisar.... tá tri... abraços Renata,Bárbara,Débora
estou de boca aberta, esta materia foi divina, achei que somente santos católicos permanenciam com os corpos intactos, alguns corpos estão perfeitos cheguei a sentir arrepios,não sei se é milagre, sei que Deus é muito poderoso e que para Ele nada é impossivel, mas fico pensando o que Ele quer nos dizer com esses fenomênos, pois para mim isso é encrivel.parabéns pela matéria...
Depois dizem q milagres não existem
o processo de Adipocere, depois do corpo ser submetido a singulares tratamento tanto ambiental quanto fisico, mesmmo assim apresentao odores que sao caracteristicos nesse caso pra que seja considerado a transformação de gordura animal em sabao, mas de que forma se explica os cheiros agradaveis e muitos casos odores de rosas aos considerados santos?!? muito interessante o artigo parabens
Muito interessante a matéria a respeito da incorruptibilidadade dos corpos de diversos santos. É, de fato, algo que desafia a ciência e aguça a curiosidade de muitos leigos e/ou simpatizantes do tema. Faço, porém, uma pequena correção com relação à cidade onde ocorrera as aparições da Virgem Maria à Sta. Bernardette e onde esta fora seputada: trata-se da cidade de Lourdes na França, e não em Portugal, conforme consta no artigo. Sugiro ainda postarem uma matéria a respeito do Milagre de Lanciano - Itália, cujas espécies do pão (hóstia) e do vinho, no momento da consagração na missa, transformaram-se, inesplicavelmente, em carne e sangue do tipo AB, raras, mas encontradas com facilidade na linhagem judaica pura. Um mistério para a ciência e um milagre para os crentes.
Parabéns pelo trabalho!
Este é um espaço para você expor suas opiniões, porém, evite ofensas, excesso de gírias ou palavrões.
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