O texto abaixo, extraído da coluna de Renato Maurício Prado no jornal “O Globo” de 04/07/03, se refere a morte do jogador camaronês durante uma partida da Copa das Confederações:
“-Envolta em um manto de mistério – que vai desde a verdadeira idade do jogador até a “causa mortis” – a tragédia do camaronês Marc-Vivien Foé ganha agora contornos sobrenaturais numa tétrica história contada, em Camarões, por dois ex-companheiros: Patrick Sufo e Pierre Wome, que também atuam na Europa e foram cortados da seleção pouco antes da Copa das Confederações.”
“Eles dizem rigorosamente a mesma coisa: 24 horas antes do jogo da seleção de seu país contra a Colômbia, teriam recebido, em suas casas, telefonemas de um bruxo, que fazia um desesperado apelo:
- Liguem para o Foé e digam-lhe para não jogar esta partida! Ele tem 90% de chances de morrer!
Atarefado com os preparativos para seu casamento, Sufo não deu bola. O caseiro de Wome deu o recado tarde demais. E agora, desolado, ele comenta:
- É inútil o que esses médicos brancos estão tentando descobrir na morte do Foé. Um homem daqueles não cai duro desse jeito. Não vão achar nada. Isto foi tudo um “trabalho” feito aqui: o do sacrifício supremo por Camarões. Conheço bem o Foé, jogamos mais de 50 partidas na seleção. Quem fala daquele jeito no vestiário ( “Nem que tenhamos de morrer, temos que ganhar esse jogo”, teria dito Foé ) já não está conosco. Ele já tinha ido. Agora, pra mim, se jogar na seleção de Camarões significa ter que dar a própria vida, eu não quero jogar mais lá, não...
Cá entre nós, eu não acredito em bruxas, mas que a história é de arrepiar, é! “
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