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Notícias - Enviado dia 28 de Maio de 2013

Por que cremos em teorias conspiratórias?


Sempre que ocorre algum evento que causa comoção, principalmente catástrofes, acidentes e assassinatos, surgem em seguida as “teorias conspiratórias”. Ora foi o governo quem armou, ora foram os maçônicos, ou então os Illuminatti, ou os católicos, ou até mesmo os alienígenas.

As teorias são malucas e contraditórias, completamente irracionais, mas, por incrível que pareça, as pessoas que acreditam nelas não. E, normalmente, quem acredita em uma teoria conspiratória, acredita em várias. Segundo os psicólogos, isto acontece por que as teorias conspiratórias não são a resposta a um único evento, mas a expressão de uma maneira de ver o mundo.

Você confia plenamente no seu governo? É claro que não. Desconfiança e até paranoia sobre o governo é comum em todos os países – e já foi tema de várias séries e filmes.

O sentimento de que há uma conspiração das elites pode levar as pessoas a suspeitarem delas e de tudo o que dizem. E, de acordo com um novo estudo, para algumas pessoas, a atração de teorias da conspiração é tão forte que os leva a endossar inteiramente crenças contraditórias – ou seja, qualquer coisa que não seja o que uma autoridade falou.

Os pesquisadores explicam que pessoas que endossam teorias da conspiração veem as autoridades como fundamentalmente enganadoras.

“Qualquer teoria da conspiração que está em oposição à narrativa oficial vai ganhar algum grau de endosso de alguém que detém uma visão de mundo conspiracionista”, disseram os pesquisadores Michael Wood, Douglas Karen e Robbie Sutton.

A convicção de que a “história oficial” é falsa pode levar as pessoas a acreditar em coisas malucas e às vezes até inconsistentes, devido a diversas contradições de teorias alternativas.

Para ver se as teorias da conspiração eram fortes o suficiente para levar a inconsistências, os pesquisadores perguntaram a 137 estudantes universitários sobre a morte da princesa Diana.

Quanto mais as pessoas pensavam que a morte “tinha sido uma campanha oficial do serviço de inteligência para assassinar Diana”, mais eles também acreditavam que “Diana tinha falsificado sua própria morte para ficar em isolamento”. O único problema é que, é claro, Diana não pode estar simultaneamente viva e morta.

Os pesquisadores queriam saber se as crenças contraditórias eram devido a suspeita das autoridades, então pediram a 102 estudantes universitários que falassem sobre a morte de Osama bin Laden.

As pessoas que acreditavam que “quando o ataque ocorreu, Osama já estava morto”, eram significativamente mais propensas a também acreditar que “Osama ainda está vivo”. Como ele não é nenhum ser sobrenatural, deve estar ou vivo ou morto.

Os pesquisadores descobriram que a crença de que as “ações do governo Obama indicam que eles estão escondendo alguma peça importante ou informação prejudicial sobre o ataque” era a responsável pela ligação entre as duas teorias da conspiração.

Ou seja, conclusão: a ideia de uma conspiração por parte do governo é tão potente em algumas pessoas que leva a crença em ideias completamente inconsistentes.

Para os teóricos da conspiração, as pessoas que estão no poder são vistas como enganosas, até malévolas, e por isso qualquer explicação oficial está em desvantagem, e qualquer explicação alternativa é mais credível desde o início. 

Segundo os pesquisadores, não é nenhuma surpresa que o medo, a desconfiança e até mesmo a paranoia possam levar a um pensamento confuso. Quando a desconfiança está envolvida, o raciocínio cuidadoso pode ser deixado de lado.

Segundo o livro de Richard Hofstadter, “The Paranoid Style in American Politics” (“O Estilo Paranoico na Política Americana”, em tradução livre), publicado em 1965, teorias conspiratórias, especialmente envolvendo estrangeiros intrometidos, são um dos passatempos prediletos dos norte-americanos. Atualmente, 63% dos eleitores americanos registrados acredita em pelo menos uma teoria conspiratória política.

Cínicos e impotentes

Numa tentativa de entender o que acontece na cabeça de alguém que abraça teorias conspiratórias, Viren Swami, professor de psicologia que estuda crenças em conspirações na Universidade de Westminster, Inglaterra, conduziu um estudo e descobriu que a maioria dos que acreditam em teorias conspiratórias tendem a ser cínicos em relação ao mundo em geral e à política em particular.

As teorias conspiratórias são atraentes para aqueles que se sentem impotentes frente ao mundo – recessões econômicas, ataques terroristas e acidentes naturais são ameaças contra as quais tempos muito pouca influência sobre quando ou como acontecerão, além de suas consequências. As teorias conspiratórias são uma reação a essa incerteza e impotência.

O mecanismo fisiológico dessa crença pode ser disparado pela amídala, região que colocaria o cérebro em modo de análise, repetindo informações em uma tentativa de criar uma narrativa coerente e compreensível para entender o que aconteceu, quais ameaças ainda existem e o que ainda deve ser feito.

“Você saber a verdade e os outros não é uma forma de se sentir no controle novamente”, diz Swami. O indivíduo se sente confortado por ter feito a sua própria pesquisa no assunto, mesmo que seja uma pesquisa falha, e se sente como o velho bode sábio no meio do rebanho de ovelhas.

Surpreendentemente, existe uma correlação entre fazer teorias conspiratórias e ter um sentimento forte em relação aos princípios democráticos. Kathryn Olmsted, historiadora da Universidade da Califórnia (EUA), diz que teorias conspiratórias não existiriam em um mundo em que conspirações reais não existissem.

E as conspirações reais que existiram, como o caso Watergate ou o episódio dos Irã-Contras, envolvem a manipulação e subversão dos processos democráticos.

Vacinados contra a realidade

Infelizmente, o acesso a informação de alta qualidade não nos trouxe uma era em que as discordâncias deste tipo pudessem ser resolvidas com uma pesquisa no Google. De fato, a internet só piorou as coisas.

O viés de confirmação, que é a tendência de dar mais atenção às evidências que apoiam as nossas crenças, é uma falha humana bem conhecida, e por séculos tem sido assunto de estudos. Nos últimos anos, pesquisadores descobriram que não dá para eliminar esse viés com fatos.

A descoberta veio do trabalho dos cientistas políticos Brendan Nyhan e Jason Reifler, que identificaram em 2006 o “efeito do tiro pela culatra”. Eles demonstraram que os esforços feitos para desacreditar informações políticas erradas pode na verdade deixar as pessoas mais convencidas ainda de que a informação falsa é verdadeira.

E qual o problema de se acreditar em uma teoria conspiratória? Isso pode fazer com que a pessoa se sinta no controle, mas não faz com que ela esteja no controle.

Mais ainda, um estudo feito por Karen Douglas, psicóloga da Universidade de Kent (Inglaterra), mostrou que as pessoas que recebem informações apoiando as teorias conspiratórias, como as teorias conspiratórias sobre a mudança climática e a morte da princesa Diana, tinham maior tendência a ter menos participação política e eram menos propensos a tomar alguma medida para reduzir sua “pegada” de carbono no meio ambiente.

Muitos podem conseguir fama como vendedores de conspirações, políticos podem ganhar votos sugerindo que existe alguma conspiração, mas o cidadão comum não ganha nada com as teorias conspiratórias. Pior ainda: a crença nas conspirações podem ter implicações perigosas de saúde.

Uma pesquisa mostrou que afro-americanos que acreditam que a AIDS é uma arma governamental contra eles têm menos propensão a fazer sexo seguro. Os pais que acham que governo e corporações estão ocultando informações sobre supostos perigos que as vacinas trariam às crianças têm menos propensão a vacinar seus filhos. O resultado são surtos de sarampo e de coqueluche e até mesmo algumas mortes em locais com baixas taxas de vacinação.

Os psicólogos não estão certos se a sensação de impotência causa teorias conspiratórias, ou se o contrário ocorre. De qualquer forma, o pensamento científico atual sugere que estas crenças não passam de uma forma extrema de cinismo – uma maneira de dar as costas aos políticos e à mídia tradicional – que só perpetua os problemas.


o clássico medo da maçonaria e illuminatis

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cérebro

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Fonte: Hype Science

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