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Relatos

A pescaria


Murilo

Enviado por Murilo em 10 de Setembro de 2007. Escreva para o autor


O relato que conto a seguir, aconteceu comigo em Janeiro de 1994 quando eu tinha 13 anos de idade na cidade de Itu-SP. Quando criança eu gostava muito de sítio, sobretudo me aventurar na mata e também pescar, gostava muito mesmo. Num certo dia eu, meu primo e mais um amigo decidimos pescar na fazenda de uma tia minha na zona rural do município. Era um bonito Sábado do mês de Janeiro de 1994. Resolvemos ir acampar na beira do lago e pousar lá, pois apostávamos que durante a noite iríamos pescar os maiores peixes sobretudo as tilápias que existiam lá, algumas chegavam a pesar quatro kg. Como era ariscas demais (no sítio ninguém pescava) só conseguíamos pescá-las á noite quando o silêncio e a falta de luminosidade nos favoreciam. Chegamos no sítio às 16 horas e montamos o acampamento. No local não morava ninguém, não havia energia elétrica perto e a casa mais próxima ficava a 200 metros de onde estávamos. O lago era grande com aproximadamente 60 metros de largura de uma margem para outra e bem comprido. Logo que montamos o acampamento para pernoitar, caiu uma grande chuva (eram 17:45 h mais ou menos), esta chuva foi passageira mas foi tão forte que foi suficiente para sujar a água do rio e acabar com as nossas esperanças de grandes peixes. Meu primo vendo a água suja resolveu ficar na barraca (distante 15 metros da beira do lago entre a mata), e eu e meu amigo resolvemos pescar mesmo assim já que estávamos ali mesmo. Mesmo com o céu bem limpo e estrelado (sem lua) ficamos ali na beira do lago das 18:30 até as 23:30 sem nenhum puxão nas varas. Depois deste horário eu e meu amigo que estávamos conversando sobre diversos assuntos resolvemos contar histórias de assombração que eram comuns ali na região. Foi quando, depois de uns 20 minutos de histórias, eu coloquei a lanterna na minha vara e vi que a linha movia-se lentamente. Dei a fisgada e nada! O anzol veio sem isca. Então iluminei o anzol no chão e comecei a iscar novamente a vara. Quando do nada uma forte luz prateada (igual à de um FLASH de máquina fotográfica) nos atingiu. Ela saiu de dentro da água no meio do lago e nos iluminou por 2 segundos mais ou menos. Olhei para meu amigo na escuridão sem dizer nada e ele me disse: VOCÊ VIU O QUE EU VÍ? Saímos correndo rumo a barraca nos enroscando em tudo o que encontrávamos pela frente e caindo pelo caminho. Chegando na barraca só rezávamos e queríamos sair dali mas como? Eram 00:12 da manhã. Logo os nossos olhos começaram a arder muito e ficar vermelhos. A impressão que tínhamos era que a luz "queimou" nossos olhos. Nem conseguimos dormir dentro da barraca de medo e dor nos olhos. Somente ao amanhecer saímos da barraca, foi quando chegou a minha tia dona do sítio. Contamos a ela o que havíamos presenciado e ela espantada pediu para mostrarmos de onde a luz veio. Fomos lá e mostramos a ela, foi aí que ela nos apontou uma árvore seca do outro lado do rio e disse que ali havia morrido um homem oito anos antes. Não sabemos até hoje se há relação entre a luz e o homem que morreu afogado ali no rio, só sabemos que não votamos mais lá. Hoje, 14 anos depois me lembro da cena como se fosse hoje e tenho a certeza de que naquela noite algo de muito sobrenatural ocorreu ali, já pensei em tudo e nunca encontrei uma explicação plausível para aquela situação.

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