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Relatos

Cachorro na Janela


Lulu

Enviado por Lulu em 27 de Junho de 2008. Escreva para o autor


Olá a todos, esse fato aconteceu com meu marido, e irei contá-lo como ele me contou. Meu marido é natural de Bagé-RS, e foi criado pra fora(zona rural), até os 13 anos.Meu sogro era agente de estação da REFFESA,antiga rede ferroviária federal, e por isso meu marido, minha sogra, ele e meus dois cunhados, moravam sempre em casas próximas as antigas estações de trem , que serviam como paradouro e ponto de envio de cartas dos correios, por isso, era necessária apresença dos agentes nesta estações praticamente abandonadas, já que os trens de passageiro param de ser usados , ao menos aqui no RS, no final dos anos 80 e meados de 90.

 Bom, vamos ao acontecido. Quando meu marido tinha uns 9 ou 10 anos, meu sogro recebece um curso de atualização da REFFESA em Porto Alegre, que durou 3 semanas. Como era inverno, e bem no meio do ano, minha sogra decidiu ficar em casa, ao invés de ir pra casa do võ do meu marido, em Bagé, o que era comum quando meu sogro tinha que viajar. De acordo com meu marido e minha sogra, e com o que eu pude constatar no google earth, a casa deles era no 25º distrito de São Gabriel, chamado de Coronel Linhares. Era literalmente no meio do nada, cerca por mato, por um córrego e pela linha do trem que passava bem na frente. Na terceira ou quarta noite que meu sogro estava fora de casa, minha sogra botou os guris pra dormir, incluindo meu marido, e também foi se deitar.  Conferiu se estava tudo bem fechado,apagou o lampião e foi dormir. Isso por volta das 8:30 no máximo 9 horas da noite. Não tinha muito o que fazer, no inverno do RS, no meio do mato e sem luz, e com 3 filhos, a única opçao era dormir mesmo,rsss.

  De madrugada(ele não sabem dizer o horário certo), meu marido acordou com meu cunhado chorando. Como ele é o irmão mais velho, sempre tinha resolver os 'problemas' dos outros 2. Mas o xx, estava muito apavorado, escondido nas cobertas, chorando bem baixinho, quase que miando. Meu marido levantou e foi ver o que estava acontecendo, sacundiu o xx , pra ver se ele não tava machucado ou sonhando, nisso ele houviu um rosnado. Vinha da janela que ficava bem acima da cama do xx. Na hora, meu marido deu um pulo pra trás, puxando o xx da cama com cobertor e tudo. Nisso o ww, o caçula acordou e gritou pela minha sogra. Em segundos ela apareceu na quarto e deu de cara com os 3 encostados na parede oposta da janela. Quando ela foi ver o que eles estavam olhando, tomou um susto, com a sobra de um alguma coisa na janela. Dava pra ver que tinha alguém na rua,mas não dava pra ver quem era. Com medo de ser algum andarilho ou ladrão, ela gritou pelo nome do meu sogro, pra fazer de conta que ele estava em casa, disse : 'fulano, corre aqui com a arma que tem um vagabundo na volta da casa'. Quando ela parou de gritar uma 'coisa'(como diz meu marido) se atirou contra a janela. Aquilo fez um estrondo, mas como a casa era boa e bem refornaçada, não teve como entrar dentro de casa. Eles ficaram apavorados, e minha sogra pediu ao meu marido que buscasse o lampião do corredor. Ele foi correndo, meio abaixado, com medo, e quando voltou a coisa tinha aparentimente saído da volta da janela. Depois de uns 5 min. de silêncio, a coisa forçou a porta da cozinha, e nisso, minha sogra correu até lá, seguida dos filhos. Na hora ela pegou uma machadinha que ficava do lado do fogão a lenha e disse pros guris pegaram as facas do meu sogro dentro da maleta de pescaria. Meu marido ficou com o lampião em uma mão e uma faca na outra, esperando a ´coisa´ invadir a casa, mas nada mais aconteceu. Eles ficaram na espera por mais de uma hora, ouvindo passos na volta da casa. Quando eu quase duas horas de espera e o silêncio tomava conta da rua, minha sogra resolvou levá-los pro quarto novamente, achando que não tinha mais nada. Deitou o ww, na cama e foi arrumar a cama do xx que estava bagunçada. Nisso, meu marido resolveu olhar pelas frestas da persiana externa da janela e viu um cachorro preto enorme, sentado bem debaixo da janela. Ele chamou minha sogra pra olhar e quando os dois chegaram perto do vidro, o bicho pulou na janela, mas com os olhos vermelhos. Meu marido diz que parece essas lentes de contato que tem hoje em dia. O bicho pulou na janela e só rosnou pra eles. Depois o barulho sumiu completamente. Eles ficaram acordados até o dia amanhecer, e com medo de sair pra rua, minha sogra só abriu a porta da cozinha perto do meio-dia. Quando eles sairam de casa, não tinha marca de nada, absolutamente nada, sem no chão, na janela e na porta da cozinha. Meu marido fez sinal com um espelho para um trator que estava longe e que era da estãncia mais próxima. O tratorista veio, e soube do que aconteceu. Ele disse que isso já tinha acontecido na volta da casa dos peões, mais a muitos anos, e que ia falar com o patrão dele pra mandar um gurizote ficar na casa da minha sogra até meu sogro voltar. O guri, que tinha uns 16 anos, ficou lá , mas nada mais aconteceu. 

Meu marido ainda sonha com o cachorro e quando isso acontece , ele tem uns espasmos. Ele acorda e diz que teve a sensação de estar preso na cama, sem poder se mexer. Minha sogra também relata isso.

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